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18/09/2006 - 17h57

Após acareação, advogado de Freud diz que acusações são inverídicas e absurdas

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O advogado do ex-assessor especial da Secretaria Particular da Presidência Freud Godoy, Augusto Botelho, afirmou que as acusações contra seu cliente são "inverídicas e absurdas".

Ele disse que Freud e Gedimar Pereira Passos ficaram frente à frente por cinco minutos. Nesse período, Gedimar usou da prerrogativa de ficar calado.

Gedimar foi preso pela Polícia Federal na sexta-feira em São Paulo juntamente com Valdebran Padilha, filiado ao PT do Mato Grosso. Com eles a PF apreendeu R$ 1,7 milhão. O dinheiro seria usado na compra de um dossiê que vincularia José Serra, candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, com a máfia das ambulâncias.

Segundo a PF, Gedimar teria dito que o dinheiro veio do PT e que seu contado no partido seria alguém chamado "Freud". Godoy pediu demissão do cargo nesta segunda-feira e confirmou que se encontrou com Gedimar, mas negou que tenham conversado sobre compra de dossiês. Segundo Godoy, Gedimar seria contratado para cuidar da segurança do comitê do PT em Brasília

"Isto é absurdo. Ele (Godoy) não intermediou nada e não sabe dizer porque o seu nome foi citado", disse Botelho. "Ele (Godoy) pediu afastamento temporário para que as investigações prossigam com a maior clareza possível", disse o advogado.

O Palácio do Planalto, entretanto, informou que a exoneração de Freud será publicada amanhã no "Diário Oficial".

Godoy se apresentou à Superintendência da PF por livre e espontânea vontade por volta das 14h30 de hoje e se retirou de lá às 17h20, sem falar com a imprensa. Segundo seu advogado, seu depoimento não durou mais que 20 minutos, sendo que por cinco minutos ele teria ficado frente a frente a Gedimar.

Botelho confirmou o que Godoy já havia dito sobre os contatos com Gedimar: que eles se conheceram por conta de um serviço a ser prestado no comitê do PT em Brasília e que eles não se encontraram mais "que algumas pouca vezes" nos últimos dias.

De acordo com Botelho, os encontros entre Godoy e Gedimar teriam ocorrido somente duas vezes pessoalmente e três ou quatro contatos telefônicos. O advogado não soube informar se o serviço que seria feito por Gedimar foi efetivamente prestado.

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