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20/09/2006 - 12h44

Heloísa acusa Lula de chefiar organização, mas não acredita em impeachment

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FELIPE NEVES
da Folha Online

A candidata do PSOL à Presidência, Heloísa Helena, afirmou hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o chefe de uma organização criminosa, que faz qualquer coisa para se manter no poder.

Apesar do tom elevado das críticas, a candidata disse que não haveria tempo para a abertura de um processo de impeachment e evitou comentar a possível impugnação da candidatura de Lula à reeleição.

"Eu não tenho dúvida de que o presidente Lula é o grande comandante dessa estrutura, que é uma organização criminosa, capaz de roubar, matar e liquidar quem pela frente passar, ameaçando seu projeto de poder", disse Heloísa, após encontro com lideranças da Força Sindical.

Na opinião da candidata do PSOL, uma vitória de Lula --como indicam as pesquisas-- além de legitimar a corrupção, mostraria a fragilidade da nossa democracia. "Para mim, o banditismo político ganhar a eleição é um mecanismo de golpismo da democracia frágil representativa brasileira", afirmou.

"Eu não vou entrar em decisão do TSE para depois sair na manchete do jornal que eu estou querendo, pelo TSE, impedir uma decisão dos urnas", acrescentou.

Em seu discurso, ela acusou o governo federal de cooptar setores dos movimentos sociais para evitar que cobrem a sua conduta ética e moral e as promessas de campanha. Ela se recusou a citar exemplos, alegando que a generalização é sempre perigosa.

Heloísa evitou comentar o episódio da tentativa de compra de um dossiê contra os candidatos do PSDB e disse que a época em que era membro do PT não conhecia os envolvidos no escândalo.

"O que eu estou exigindo como cidadã brasileira é saber da onde veio o dinheiro. Nunca vi tanto dinheiro no Brasil", ironizou, em referência ao R$ 1,75 milhão apreendido pela Polícia Federal junto com alguns dos envolvidos na compra do dossiê.

A assessoria da campanha de Lula disse que, por enquanto, não irá se pronunciar sobre as afirmações de Alckmin. No Diretório Nacional do PT, a orientação é para que acusações feitas ao partido sejam respondidas por seu presidente Ricardo Berzoini. Segundo seus assessores, Berzoini não dará entrevistas hoje.

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