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20/09/2006 - 18h16

Berzoini diz que fica na campanha de Lula; diretor do BB pede afastamento

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da Folha Online

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, disse hoje que continuará à frente da coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Berzoini, que se reuniu com Lula, disse que colocou o cargo à disposição do presidente.

"A coordenação da campanha é prerrogativa do presidente Lula. O presidente não colocou para mim essa possibilidade [de sair da campanha]. Estou a disposição dele", disse Berzoini.

O nome de Berzoini foi envolvido no episódio da compra do dossiê contra políticos tucanos pela "Época", que divulgou nota ontem informando que o ex-secretário do petista Oswaldo Bargas se reuniu com um jornalista para saber qual seria o interesse da revista em publicar um material contra políticos adversários.

Na nota, a revista informou que Bargas teria dito que Berzoini sabia do encontro, mas não teria conhecimento do conteúdo da conversa entre Bargas e o jornalista.

Jorge Lorenzetti, que participou da reunião entre Bargas e o jornalista da "Época", pediu afastamento ontem do cargo. Ele também participava da coordenação da campanha de Lula.

Hoje foi a vez do diretor do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso pedir afastamento do cargo. Ele foi citado ontem por Valdebran Padilha --preso em São Paulo junto de Gedimar Pereira Passos com R$ 1,7 milhão. Valdebran disse que recebeu parte do dinheiro de uma pessoa chamada "Expedito".

Segundo informação divulgada pelo blog do Noblat à noite, seria Expedito Afonso Veloso, diretor do Banco do Brasil, em Brasília. A PF também suspeita que o Expedito citado seja mesmo o diretor do BB. Ele teria participado da operação de montagem e divulgação do dossiê que tenta ligar os tucanos com a máfia dos sanguessugas.

Entenda o caso

Na última sexta-feira, Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos foram presos, em São Paulo, sob suspeita de intermediar a compra de documentos que mostrariam o suposto envolvimento de Serra e Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, com a máfia dos sanguessugas. Com eles, a polícia apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão.

Gedimar afirmou à PF que foi "contratado pela Executiva Nacional do PT" para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fazia parte entrevista acusando Serra de envolvimento na máfia.

Para a PF, Gedimar disse ainda que seu contato no PT era alguém chamado "Froud ou Freud". Freud Godoy pediu afastamento do cargo de assessor especial da Secretaria Particular da Presidência após a divulgação do seu nome.



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