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26/10/2006 - 20h33

Vantagem de Yeda diminui, diz pesquisa, e tucana parte para o ataque

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LÉO GERCHMANN
da Agência Folha, em Porto Alegre

Pesquisa divulgada hoje pelo instituto Methodus mostra uma menor vantagem de Yeda Crusius (PSDB) sobre Olívio Dutra (PT) na disputa pelo governo gaúcho, na comparação com pesquisas de outros institutos. Yeda tem 49,2% das intenções de voto, contra 43,1% de Olívio.

A divulgação da pesquisa coincidiu com um aumento no grau de agressividade da campanha, especialmente por parte dos tucanos.

Em uma das inserções de rádio, hoje, a campanha de Yeda disse que Olívio não deve ser tão amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto apregoa. Isso porque, segundo os tucanos, o candidato petista foi "demitido" por Lula do ministério. No final da mensagem, fica o recado, dirigido aos eleitores: "Pensem nisso".

Olívio governou o Rio Grande do Sul entre 1999 e 2002. De 2003 a 2005, foi ministro das Cidades. Na época, deixou o ministério sob a alegação, por parte do governo, de que era preciso abrir espaço para partidos aliados.

Sindicalistas, Lula e Olívio fundaram o PT e chegaram a dividir apartamento em Brasília quando ambos foram deputados federais, na Constituinte.

Nos comícios de Lula sábado passado, o presidente salientou a afinidade dos dois e declarou: "Se eu tiver aqui [no Estado] um governador que seja companheiro, a gente pode ajudar muito mais o Rio Grande do Sul". Olívio utilizou esse argumento em sua campanha nos últimos dias.

A pesquisa foi realizada nos dias 23, 24 e 25 de outubro e ouviu 2.200 eleitores em 50 cidades gaúchas. A margem de erro da pesquisa é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. A inscrição no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ocorreu sob o número 63.082/2006.

Na disputa para a Presidência da República o candidato Geraldo Alckmin aparece com 48,9% das intenções de voto, seguido de Lula com 42,8%.
As pesquisas anteriores mostravam Yeda com vantagens bem superiores, mas todas indicavam tendência de redução.

O Ibope, que fez o levantamento entre os dias 17 e 19, mostrava que a vantagem da tucana baixara de 36 pontos percentuais para 24 pontos em relação a Olívio. O CPCP (Centro de Pesquisas Correio do Povo) mostrava redução da diferença de 30,7 para 17,1 pontos, a favor de Yeda.

As duas campanhas traçaram estratégias bem definidas para a última semana da campanha. "Vamos poder fazer melhor no Brasil e no Rio Grande. Essa vitória tem de ser parelha: lá e aqui, aqui e lá", disse Olívio, procurando colar em Lula. Já Yeda se tornou mais agressiva e procurou se defender da pecha de "privatizadora", que os petistas tentam colar nela, chegando a dar sua palavra de que não realizará privatizações.

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