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07/11/2003 - 17h37

Expressões orais de povo indígena viram patrimônio da humanidade

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da France Presse

As expressões orais e gráficas dos oiampis (Waiãpi ou Wayãpiss), povo indígena da família linguística tupi-guarani, tronco tupi, foram declaradas obras-primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura).

Os oiampis habitam o parque do Tumucumaque (PA), nos municípios de Mazagão e Macapá (AP), e na Guiana Francesa.

O carnaval de Barranquilla (de povo no norte da Colômbia); a cosmovisão dos Kallawaya, da Bolívia; a Tumba Francesa da Caridade do Oriente, em Cuba, e as festas indígenas mexicanas dedicadas aos mortos também se transformaram hoje em patrimônio da humanidade.

O diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, anunciou esta proclamação em uma cerimônia celebrada na sede da Unesco, em Paris, na presença do presidente do júri, o escritor espanhol Juan Goytisolo.

Um total de 28 manifestações culturais foram reconhecidas pela Unesco como patrimônio imaterial da humanidade. Além das já citadas, há o carnaval de Binche (Bélgica); a tradição da recitação védica (Índia); os marrons de Moore Town (Jamaica) e as tradições orais dos pigmeus aka, da África.

Este ano, a proclamação foi revestida de um interesse particular, pois a Unesco acabou de adotar, na 32ª reunião de sua conferência-geral, uma Convenção Internacional para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. As obras-primas proclamadas se somarão à lista representativa do patrimônio imaterial prevista pela convenção quando esta entrar em vigor. Para isso, porém, ela deve ser ratificada pelos 30 Estados-membros.
 

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