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22/03/2007 - 10h56

Organização propõe novas políticas para consumo de água

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da Efe, em Genebra

A União Mundial para a Natureza (UICN) propôs hoje aplicar novas políticas de preços para o consumo da água que contribuam para a preservação dos ecossistemas.

O objetivo da sugestão é superar as crises de escassez e qualidade que há muito tempo atingem um dos principais recursos naturais para a vida na Terra.

No estudo "Estabelecer pagamentos pelos serviços de água", apresentadopela UICN, com sede na cidade de Gland (Suíça), na véspera do Dia Mundial de Água, a organização analisa diversos sistemas de pagamento dos recursos hídricos e põe como exemplo o caso de uma cidade costarriquenha, entre outros.

Segundo a organização, "o preço de água deve refletir a contribuição dos ecossistemas naturais à qualidade e à quantidade desse recurso".

Na proposta, a entidade sugere aumentar os investimentos "encaminhados a melhorar a sustentabilidade dos ecossistemas" nos diferentes mercados de água, com o que "seria possível solucionar a atual crise do recurso natural".

"A Natureza proporciona água de maneira gratuita, mas quanto mais se contamina, mais nos custa purificá-la", alerta a UICN.

Além disso, a organização indica que um mercado de água adequado "também pode ajudar a romper o ciclo do consumo excessivo, o desmatamento e o empobrecimento das comunidades rurais".

O estudo analisa as distintas políticas de tarifação de água que têm sido iniciadas em diferentes partes do mundo, tanto por parte do setor privado como do público.

Um dos casos analisados é o da cidade costarriquenha de Heredia, onde os cidadãos pagam uma taxa na fatura de água para proteger as florestas e as fontes de água das quais depende o abastecimento do município.

Heredia, localizada a cerca de 12 quilômetros ao norte de San José e com cerca de 104 mil habitantes, concentra três dos aqüíferos mais importantes da área metropolitana da Costa Rica, de onde se obtém a água para a maioria dos habitantes da capital e do Vale Central.

Recentemente, a Empresa de Serviços Públicos de Heredia, incluiu na cobrança mensal dos usuários uma taxa de três colons (US$ 0,005) por litro de água. A quantia se destina ao pagamento de serviços ambientais a donos de granjas para conservar o recurso natural.

O documento da UICN também aborda o caso da maior empresa de engarrafamento de água mineral, French Vittel, que investe a cada ano US$ 24,5 milhões como forma de compensar os agricultores pela redução do uso dos adubos, que diminui a contaminação da água.

Segundo a organização, 1 bilhão de pessoas vive em áreas onde não há suficiente água para cobrir as necessidades básicas enquanto cerca de 70% de água usada para a agricultura é descartada.

Criada em 1948, a UICN é formada por 83 estados, 110 agências governamentais, 800 ONG's e aproximadamente 10 mil cientistas e especialistas de 181 países.

O objetivo da entidade é trabalhar para a conservação da Natureza e assegurar um uso equilibrado e sustentável dos recursos.

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