Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
05/09/2007 - 11h53

Museu argentino exibe múmias de crianças incas sacrificadas

Publicidade

da Efe, em Buenos Aires

As três múmias conhecidas como Crianças de Llullaillaco, descobertas em 1999 no topo de um vulcão da Argentina, serão exibidas a partir desta quarta-feira no Museu de Arqueologia de Alta Montanha, na província de Salta (norte do país).

As três valiosas peças arqueológicas de 500 anos de idade terão sua primeira mostra após um ato oficial de "apresentação mundial".

Maam/Divulgação
Crianças de Llullaillaco serão expostas no Museu de Arqueologia de Alta Montanha
Crianças de Llullaillaco serão expostas no Museu de Arqueologia de Alta Montanha

A Donzela, a Menina do Raio e o Menino foram achados em março de 1999 no topo do vulcão Llullaillaco, nos Andes, a 6.739 metros de altitude. Com as múmias havia mais de 150 objetos, também exibidos no museu da cidade de Salta, 1.510 quilômetros a noroeste de Buenos Aires.

As condições ambientais da alta montanha garantiram o excelente estado de preservação no qual foram achadas as múmias. Especialistas explicam que elas serão exibidas em vitrines especialmente projetadas para reconstruir as condições ambientais do local, com uma temperatura de -20ºC, pouca exposição à luz e baixa pressão.

O museu criado para exibir o patrimônio também oferecerá uma visita guiada virtual em seu site (confira mais imagens em www.maam.org.ar).

Sacrifício

Segundo os pesquisadores que estudaram as peças, as Crianças do Llullaillaco foram sacrificadas numa oferenda dos incas a seus deuses, numa cerimônia chamada de Capacocha.

Escolhidas por sua perfeição física e por sua condição política e social, as crianças foram conduzidas ao alto do vulcão, o "ponto mais próximo do Sol", para se transformarem em deuses atentos e protetores das comunidades sob o império inca. É o túmulo inca mais alto já encontrado.

Menina do Raio

A Menina do Raio, de um pouco mais de 6 anos, estava sentada com as pernas dobradas, as mãos semi-abertas apoiadas sobre as coxas e o rosto olhando para o alto, em direção oeste-sudoeste. Segundo investigações, depois de seu enterro, a elevada temperatura de uma descarga elétrica queimou parte de seu rosto, pescoço, ombros e braços, além de suas roupas e parte de seus objetos.

A menina usa um "sacu", vestido marrom claro preso na cintura por uma faixa colorida. Sobre seus ombros leva uma "lliclla", um manto marrom sustentado por um "tupu" (broche) de prata.

Donzela

A Donzela, de cerca de 15 anos, estava sentada com as pernas cruzadas, os braços apoiados sobre o ventre e o rosto olhando em direção oposta à Menina do Raio. Seu rosto foi pintado com um pigmento vermelho e em cima da boca se observam pequenos fragmentos de folhas de coca.

Segundo os pesquisadores, a jovem pode ter sido uma "aclla" ou "virgem do Sol", educada na Casa das Escolhidas ("aclla huasi"), lugar privilegiado para as mulheres nos tempos dos incas.

Menino

O Menino, de 7 anos, estava sentado sobre uma túnica cinza com as pernas dobradas e seu rosto virado para o leste, apoiado sobre os joelhos. Como todos os homens da elite inca, tinha cabelo curto e um adorno de plumas brancas.

Vestido com uma roupa vermelha, tem em seus pés mocassins de couro com apliques de lã marrom, com tornozeleiras de pele de animal. No pulso direito, leva um bracelete de prata.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página