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20/09/2002 - 17h32

Pesquisadores contestam idade do "berço da humanidade"

da Folha Online

Os fósseis sul-africanos considerados elos fundamentais na cadeia da evolução humana podem não ser antigos o suficiente para esclarecer a origem do homem moderno.

Segundo pesquisas de paleontólgos da Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo (África do Sul), os fósseis encontrados do A. africanus no sítio de Sterkfontein --o chamado "berço da humanidade"-- são mais jovens que se pensava.

Os pesquisadores não questionam a importância do sítio, mas dizem que o principal depósito desses fósseis, conhecido como "Membro Quatro", tem apenas de 2 milhões. Isso significaria que o A. africanus é, na verdade, contemporâneo do gênero Homo, e não do Australopithecus --linha "primitiva", ainda semelhante aos chimpanzés.

"Ele é muito jovem", disse o pesquisador Daniel Lacruz. "O gênero Homo já estava por aí por centenas de milhares de anos na época do Membro Quatro de Sterkfontein."

O pesquisador Lee Berger, que publicou o estudo na revista "American Journal of Physical Anthropology" (www.interscience.wiley.com/
jpages/0002-9483/
), vai mais longe: "Isso significa que nós, quase certamente, teremos de redesenhar a árvore da família humana."

"Nossos resultados sugerem que o Australopithecus africanus não pode ser considerado um contemporâneo do Australopithecus afarensis, do Australopithecus bahrelghazali e do Kenyanthropus platyops", detalha Berger na revista.

O A. afarensis tem entre 3 milhões e 3,8 milhões de anos. Ele ainda apresentava muitas características "primitivas", como proporções cranianas semelhantes a dos grandes macacos, face proeminente, e o tamanho do cérebro quase igual ao dos chimpanzés.

O fóssil do A. africanus, descoberto em Sterkfontein por Raymond Dart em 1924, foi considerado o primeiro dos "homem-macaco" --linha evolutiva que resultou no homem moderno.

Com Reuters
 

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