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15/06/2001 - 16h23

"A Padroeira" estréia dia 18 com história de amor, fé e aventura

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da Folha Online

A "Padroeira", nova novela das seis da Globo, começa na próxima segunda-feira, dia 18. Escrita por Walcyr Carrasco, a trama é inspirada em uma idéia original de Walter Avancini, com direção geral também de Walter Avancini e Mário Márcio Bandarra.

A descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida e a luta dos pescadores da região pelo reconhecimento do culto é pano de fundo para a história do amor impossível de Valentim (Luigi Baricelli) e Cecília (Deborah Secco), em 1717, na cidade de Guaratinguetá, em São Paulo. A aventrua fica por conta da busca de Valentim pelos mapas de um tesouro encontrado por seu pai.

A "Padroeira" começa com a chegada ao Brasil colônia do Conde de Assumar (Antônio Marques) e de seu pequeno cortejo, integrado pela jovem Cecília (Deborah Secco), filha do fidalgo Dom Lourenço (Paulo Goulart), que estudava em um convento em Portugal, e também pela portuguesa Delfina (Andréa Avancini), que vem à colônia em busca de um primo materno, o poeta Manoel (Otávio Augusto).

A caminho de Vila Rica, o cortejo é atacado por um bando de salteadores, liderados por Molina (Luis Melo), que encantado pela beleza de Cecília a sequestra. Quem surge para enfrentar Molina e salvar Cecília é Valentim (Luigi Baricelli), filho de um homem considerado traidor da Coroa de Portugal e, portanto, rejeitado pela sociedade local. É a partir deste encontro que nasce o amor entre Cecília e Valentim.

O futuro do romance fica comprometido logo que Cecília chega em casa e descobre que seu pai já tem um pretende para sua mão, o rico e poderoso Dom Fernão (Maurício Mattar).

Motivado pelo amor que sente por Cecília, Valentim não vai medir esforços para provar a inocência de seu pai. Para isso, lutará para descobrir o mapa das minas de ouro, com o apoio de Atanásio (Jackson Antunes), seu companheiro pescador, e também de seu único amigo fidalgo, Diogo (Murilo Rosa). Diogo é outro que vive um amor impossível por Izabel (Mariana Ximenes).

Cecília também não cede facilmente à vontade de seu pai: irá lembrá-lo da promessa que fez, no leito de morte de sua mãe, de que ela só se casaria se gostasse do noivo escolhido. Jovem com estudos, inteligência e caráter diferentes dos das mulheres da época, Cecília não se encanta com Fernão, que é rude, grosseiro e prepotente. Humilhado pela recusa, Fernão jura vingança e promete que Cecília será sua a qualquer preço.

Com sua atitude, Cecília descontenta o pai e não encontra apoio algum em sua família, pois seu irmão, Braz (FábioVilla-Verde), é amigo de Fernão e sua madrasta, Gertrudes (Bianca Byington), não tem voz ativa na casa. A única que tenta ajudá-la é Marcelina (Renata Nascimento), sua irmã, filha de seu pai com Gertrudes que, apesar de cega, sabe de tudo o que acontece a sua volta.

Nossa Senhora Aparecida

A existência de uma santa amada pelo povo e ainda por cima negra alarma os preconceituosos fidalgos e divide a vila. Dom Lourenço (Paulo Goulart), o capitão Antunes (Cecil Thiré), Fernão (Mauricio Mattar) e o falso jesuíta Molina (Luis Melo) unem-se na luta contra a santa e vêem como se sucedem os milagres. No primeiro deles, as velas se acendem e se apagam e o pequeno altar treme para espanto geral, durante uma das reuniões que passam a ser feitas no barraco dos pescadores para rezar o terço.

Aumentando a tensão entre os que defendem a santa e os que querem impedir o culto, um segundo milagre acontece: a caminho do castigo, Zacarias (Norton Nascimento), um escravo que fugira e fora capturado pelo capitão do mato João Fogaça (Roney Vilella), para para fazer uma oração diante da santa e seus grilhões arrebentam.

O terceiro milagre envolve a família de Cecília, que convence Gertrudes (Bianca Byington) a levar a menina Marcelina (Renata Nascimento) para rezar junto à santa. Marcelina recupera a visão (milagre catalogado) e, tocada pela fé, Gertrudes convence o marido a deixar de perseguir
a santa. Dom Lourenço permite que um oratório seja construído em suas terras: uma capela simples, à beira da estrada, passa a ser então o primeiro local de culto oficial à Nossa Senhora Aparecida.

Ambientação Histórica

A história de "A Padroeira" se passa na Vila de Santo Antônio de Guarantinguetá, que foi especialmente próspera até alguns anos antes da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

A vila ficava na passagem do ouro de Minas Gerais para o Rio de Janeiro. Esta condição de entreposto permitiu o crescimento e o estabelecimento de uma elite fidalga na região mas, depois, a queda na produção de ouro acabou levando a um empobrecimento. Restaram os casarões, os ricos fazendeiros e alguns fidalgos. A população, empobrecida, começou a se dedicar a tarefas ligadas estritamente à sobrevivência, daí o crescimento do número de pescadores na região.

Para dar o clima da época foram confeccionadas especialmente para a novela, com base em pesquisas em museus, livros e filmes, cópias fiéis de estribos e celas usados naquele período. Até as crinas longas dos cavalos obedecem ao estilo da época.

Liteiras, como as usadas em 1717, foram criadas para o transporte dos personagens em cena e, para as lutas, foram selecionadas armas em acervos de colecionadores. As louças das casas da novela foram todas reproduzidas de livros como "No Tempo dos Bandeirantes", de Belmonte, e "História da Vida Privada", de Fernando Novais e Laura de Mello e Souza. A cerâmica e as peças de estanho foram confeccionadas a partir de pesquisas de fragmentos achados no fundo da Baía de Guanabara em navios portugueses, guardados no Museu Naval do Rio de Janeiro.

Durante a preparação, o elenco teve aulas de montaria e esgrima, além de decorar as diversas coreografias de lutas de seus personagens. Os atores que interpretam os pescadores aprenderam a manipular e a jogar a rede de modo correto no rio, enquanto as atrizes tiveram aulas de comportamento para saber como se movimentar em cena.

A cidade cenográfica construída na Central Globo de Produção, em Jacarepaguá, tem 12 mil metros quadrados, reunindo três espaços em um único complexo. Há o trecho que representa a vila de Guaratinguetá, onde ficam o casarão de Dom Lourenço (Paulo Goulart), a Igreja, a casa de Valentim (Luigi Baricelli), o entreposto comercial dos tropeiros e o largo principal com um cruzeiro, com oito edificações principais e mais 15 casas periféricas. Em outra parte está o casebre de Úrsula (Yoná Magalhães), construído, entre pedras, em um largo natural dentro da mata fechada. Há também o núcleo da vila dos pescadores, onde foram construídas três casas e um galpão para as canoas às margens de um grande rio cenográfico de 30 metros.

A novela marca a quarta parceria de Walcyr Carrasco com o diretor Walter Avancini. As mais recentes foram o episódio "O Casamento Enganoso", da série Brava Gente, e a novela "O Cravo e a Rosa" da TV Globo. Entre seus trabalhos estão também as novelas "Xica da Silva" e "Fascinação". Walcyr Carrasco escreve "A Padroeira" com a colaboração de Mário Teixeira e Duca Rachid.
 

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