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08/08/2001 - 04h59

Velório de Jorge Amado foi discreto

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CYNARA MENEZES
da Folha de S. Paulo, em Salvador

Jorge Amado teve o velório mais discreto que um escritor em sua posição poderia ter. Sem tumultos ou grandes aglomerações, o escritor baiano foi homenageado com uma cerimônia simples no Palácio da Aclamação, no centro de Salvador, com a presença de poucos famosos.

O velório foi tão tranquilo que quase até o final os garçons do Palácio serviam cafezinho para todos os que iam fazer o pequeno percurso diante do caixão do escritor. Ao redor do ataúde, havia algumas coroas de flores enviadas por amigos e admiradores.

O público que aplaudiu o caixão na saída do cortejo, sobre um carro do Corpo de Bombeiros, era composto, segundo a PM, de cerca de 3.000 pessoas. Número semelhante foi prestar a última homenagem ao escritor em seu velório até as 16h de ontem, quando o corpo seguiu em carro aberto para o crematório do cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.

Ausências
As ausências mais sentidas no velório foram da atriz Sônia Braga, a Gabriela do cinema e da TV, e do presidente Fernando Henrique Cardoso, que enviou o ministro da Cultura, Francisco Weffort, como seu representante oficial.

O cantor Caetano Veloso, que fazia um show na cidade no momento da morte do escritor, anteontem, também não esteve no velório. Foi representado pela mãe, dona Canô.

Entre os imortais colegas de Jorge Amado da Academia Brasileira de Letras, estavam o presidente da Fundação da Biblioteca Nacional, Eduardo Portela, o senador José Sarney (PMDB-AP) -com a filha Roseana e a mulher, Marly-, o secretário-geral Alberto Costa e Silva e o escritor João Ubaldo Ribeiro, que chegou no final.

Ao lado da viúva, Zélia Gattai, além da família, estavam o ex-senador Antonio Carlos Magalhães, e outros políticos baianos, como o governador César Borges e o prefeito Antonio Imbassahy.

Amado, ateu convicto, tinha uma cruz à cabeceira do caixão no velório, colocado pelo serviço funerário. Pouco antes de ser fechado, integrantes da Irmandade da Boa Morte também quebraram o clima laico da cerimônia, entoando cânticos religiosos. "Sabemos que ele era ateu, mas também que era do culto afro", justificou Anália da Paz, 60.

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