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25/10/2002 - 04h57

Indústria fonográfica vende 18,7% a mais no 1º semestre

PEDRO ALEXANDRE SANCHES
da Folha de S.Paulo

Relatório internacional sobre o primeiro semestre de 2002 na indústria fonográfica exibe um esboço de reação no cenário brasileiro. As unidades vendidas, que haviam caído 40,6% entre 2000 e 2001, registram nos primeiros seis meses deste ano recuperação de 18,7%. A reversão é bem menor se se considerarem valores em reais, mas chega a 7,1%.

A Associação Brasileira dos Produtores de Discos diz que não há uma causa única para a recuperação e adota cautela ao ressaltar que os números só se referem a um semestre de 2002.

Pode-se supor, no entanto, que a reação se relacione com o acréscimo recente de ações de combate à pirataria e com o despejo no mercado de séries mais baratas de reedições, as mesmas que as gravadoras até há pouco relegavam a quinto plano.

Já o imprescindível aproveitamento de novos talentos não deve ter nada a ver com o esboço de reação: nesse setor, continua tudo praticamente paralisado.

BROWN INTERNACIONAL
À véspera de lançar com Marisa Monte e Arnaldo Antunes o disco e DVD "Tribalistas", Carlinhos Brown já está em estúdio gravando seu próximo CD autoral. É que, se no Brasil Brown continua sem gravadora, correm por fora negociações com a BMG espanhola, que poderia bancar o novo projeto. A assessoria do artista não confirma, mas também não nega.

MAÇÃ E APPLE
O gaúcho Jupiter Apple, ex-Júpiter Maçã, concluiu seu terceiro CD, "Hisscivilization". Bancado por ele mesmo, vem coligado à cooperativa inglesa de selos indie Voiceprint. O CD será lançado mês que vem, no MAM de SP, com show e exibição do média "Apartment Jazz", também dirigido ele.

GIL ADIADO
A nova caixa de luxo de Gilberto Gil, que já deveria estar chegando às lojas, foi desaprovada pela gravadora Warner e voltou para a fábrica. Segundo o diretor de marketing estratégico Marcelo Maia, o problema foi de registro em três páginas do libreto que acompanha o pacote de 28 CDs. O lançamento foi remarcado para 10 de novembro, e o preço pode oscilar de R$ 700 a R$ 900 por caixa. Os mesmos discos sairão avulsos, pela série "Arquivos Warner", mas só em março de 2003.

O NÃO-LANÇAMENTO
Egresso do núcleo anarquista de Raul Seixas, Edy Star entregou-se à carreira solo em "...Sweet Edy..." (74). Híbrido efêmero e andrógino de Ziggy Stardust, Ney Matogrosso, Alice Cooper e Maria Alcina, Edy cantava músicas criadas especialmente por Caetano, Gil, Roberto & Erasmo e era patrocinado pela hoje desmemoriada gravadora da Globo. Estranhíssimos anos 70.



 

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