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12/10/2003 - 08h32

Márcia Goldschmidt entra na disputa com Gugu e Faustão

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DANIEL CASTRO
colunista da Folha

Emissora que ainda carrega a fama de "canal dos esportes", e consequentemente de "inimiga das mulheres" (pelo menos aos domingos), a Band quer virar o jogo a partir de hoje. Aposta todas as fichas em uma ex-dona de agência de namoros que se especializou em apresentar dramas humanos na televisão.

Márcia Goldschmidt, que diz ter 40 anos, foi escalada para entrar na guerra da audiência dominical, há sete anos monopolizada por Fausto Silva (Globo) e Gugu Liberato (SBT). Hoje, às 16h, ela estréia o "Jogo da Vida", um programa de três horas de duração, 70% desse tempo ao vivo.

Oficialmente, a escolha de Márcia para a missão foi amparada em pesquisas de grupo que apontam identificação das mulheres adultas, principalmente da classe C, com a apresentadora. Além disso, Márcia conseguiu neste ano a façanha de levar a Band à vice-liderança no Ibope, à frente do SBT, com o vespertino "Hora da Verdade", mesmo após a concorrência explorar suspeitas de que histórias relatadas no programa foram interpretadas por modelos.

Márcia, agora, não quer falar sobre esse assunto. Só sobre o "Jogo da Vida". "É um programa que vai buscar o lado lúdico das relações humanas, o relacionamento afetivo, interpessoal, as emoções, que vai resgatar o direito de sonhar. Quero mostrar que as pessoas podem virar o jogo. Será um programa leve, para toda a família, para cima, para se acreditar que podemos ser felizes", diz.

A apresentadora é humilde ao falar das expectativas de audiência. "Sou a cartada para inaugurar uma programação que a Band não tem há 15 anos. Não é o desafio da audiência, mas o de criar hábito na audiência, de abrir portas. Sem essa de que a gente vai desbancar Faustão e Gugu, que levaram muito tempo para chegar aonde estão", afirma.

História

Band e Márcia pouco revelaram na semana passada sobre o conteúdo de "Jogo da Vida" (não houve entrevistas, em parte para evitar perguntas sobre o "Hora da Verdade"). A apresentadora diz apenas que terá musical de Alexandre Pires, uma garota que gravou hits de Madonna, games com casais e um casamento surpresa.

Verdade seja dita, e a concorrência admite, Márcia sabe fazer o que se propõe, relatar histórias que circulam entre donas-de-casa da periferia. "Tenho uma história muito parecida com a do povo."

A história de Márcia daria um belo caso para seu programa. Filha de mãe solteira, foi morar em Paris com "vinte e poucos anos". Lá, diz ter passado fome e dormido na rua, mas venceu. Voltou, seis anos depois, com um suíço, com quem se casou no Brasil e de quem herdou o sobrenome Goldschmidt (ela não revela seu nome de solteira).

Aqui, montou a agência de relacionamentos "Happy End", que, diz, formou 2.000 casais. Graças à agência, e uma competente assessoria de imprensa, ganhou espaço na mídia, o que lhe rendeu um convite, em 1995, para apresentar um programa na Rede Mulher.

Dois anos depois, viu no jornal que o SBT procurava uma mulher para ser a versão brasileira da norte-americana Ricki Lake. Assim nascia o "Márcia", que chegou a bater a Globo no Ibope em várias ocasiões. O "Márcia" chegou ao fim e Márcia acabou na geladeira do SBT, até mudar para a Gazeta, em 2000, e para a Band, em 2001.

Ex-morena, a neoloira Márcia escreveu dois livros de auto-ajuda. Para manter seu "corpinho de 18 anos" (54 kg/1m70), toma 30 comprimidos por dia e malha pelo menos duas vezes por semana.
 

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