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03/05/2004 - 21h02

Artista plástica Lygia Pape morre no Rio

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da Folha Online

A artista plástica Lygia Pape morreu hoje à tarde no Hospital São Lucas, em Copacabana (zona sul do Rio), vítima de uma mielodisplasia --desordem causada por alteração ou disfunção das células sangüíneas por insuficiência da medula óssea.

Internada havia uma semana no hospital carioca, Lygia foi transferida no último sábado para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) em razão do agravamento de seu quadro clínico. Ela morreu hoje, às 18h25, com infecção generalizada e falência múltipla dos órgãos, segundo informações da assessoria de imprensa do hospital.

Lygia Pape nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 1929, e se formou em filosofia pela Universidade Federal do Rio. No início de sua carreira, dedicou-se à xilogravura e tornou-se adepta do abstracionismo geométrico.

Após sua aproximação com o concretismo, Lygia integrou-se ao Grupo Frente (1954-56) e participou do Grupo Neoconcreto (1957-61). Em 1960 participou da Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (Suíça).

Na década de 60 trabalhou com roteiros, montagem e direção cinematográfica. Em 1967, produziu o vídeo "La Nouvelle Création". Em 1971, Pape fez o curta "O Guarda-Chuva Vermelho", sobre Oswaldo Goeldi. Foi programadora visual de filmes como "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha.

Com uma bolsa de estudo da Fundação Guggenheim mudou-se em 1980 para Nova York.

Após a morte do amigo Hélio Oiticica, em 1980, ela, Waly Salomão e Luciano Figueiredo organizaram o Projeto Hélio Oiticica, cuja intenção era preservar o acervo e divulgar a obra do artista plástico.

Em 1990 Lygia recebeu, pela mostra "Amazoninos", o prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte.

Em outubro do ano passado, a artista plástica comemorou 50 anos de produção com uma mostra em São Paulo. Com a obra "Noite e Dia", que deu nome à exposição, Pape mostrou seu envolvimento no movimento concreto e sua relação com o neoconcreto.

Precursora da liberdade de trabalhar com materiais diversos, Pape defendia o envolvimento do espectador com suas obras.

Fonte Enciclopédia Artes Visuais

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