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25/05/2004 - 08h26

Banda The Walkmen surpreende no festival Mada

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SHIN OLIVA SUZUKI
Enviado especial a Natal

Fez-se valer o ditado "os opostos se atraem": no evento sediado em uma praiana capital brasileira conhecida como "cidade do sol", o brilho maior veio de uma banda perfeita para os dias chuvosos da industrial e inglesa Manchester.

No último dia do festival Mada (Música Alimento da Alma), realizado entre quinta-feira e sábado passados em Natal para um total de 24 mil pessoas, o grupo de Nova York The Walkmen surpreendeu com uma grande apresentação de seus dois primeiros discos, "Everyone Who Pretended to Like Me Is Gone" e "Bows + Arrows". O burburinho em torno da banda que abriu a última turnê dos Strokes foi justificado.

Ao vivo, a música do quinteto, de laços com Joy Division e o U2 dos primeiros tempos, ganhou mais vigor comparado ao resultado de estúdio. Detalhes de guitarra e teclado são realçados, o vocalista Hamilton Leithauser interpreta seus falsetes à Bono com energia e o baterista Matt Barrick faz a diferença; sem sua técnica e, principalmente, força nas baquetas, as apresentações do grupo não teriam o mesmo calor.

Tudo isso acabou por se refletir no público --formado em sua maioria por adolescentes, que atenderam à convocação do VJ da MTV Edgard para a hora do show--, cuja recepção estava entre o respeitoso e o interessado. Não foi pouco, dada a obscuridade do trabalho do Walkmen por aqui. Mas fica a constatação do tecladista Walter Martin após o encerramento: "É verdade. Muita gente vem falar que nós somos bem melhores ao vivo".

O festival

De pequeno festival independente no início, em sua sexta edição o Mada fez a sua transição para se tornar um evento de maior porte, mudando de local --a arena do Imirá, na Via Costeira de Natal--, mas mantendo uma boa estrutura de dois palcos, um ao lado do outro.

Atrasos foram mínimos, o som não teve problemas e o público não enfrentou tumultos.

O prato principal da programação, feito com medalhões (Lulu Santos e Jorge Ben Jor) e bandas de apelo para os mais jovens (O Rappa e Marcelo D2), teve apresentações não mais que corretas, porém sem deixar de satisfazer quem compareceu.

Entre as bandas independentes, a cena potiguar, a que mais alimentou esse segmento e foi representada por nomes como Uskaravelho, Allface, The Automatics, mostrou cara própria, com distanciamento dos ritmos regionais e produção de variados gêneros (há hardcore, hip hop, nu metal), mas ainda necessita evoluir nas composições.

E quem acabou sobressaindo foram os vizinhos: a paraibana Chico Correia Electronic Band trouxe uma excelente mistura de jazz e eletrônico com toques do popular-regional. A receita, que apresenta um certo cansaço, não soou desgastada, muito ajudada pela economia e substância musical de cada integrante e a afinação da cantora Larissa Montenegro.

O jornalista Shin Oliva Suzuki viajou a convite da organização do festival Mada
 

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