Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
16/09/2005 - 09h18

Premiado em Gramado, "Filhas do Vento" aborda questões raciais

Publicidade

SÉRGIO RIZZO
do Guia da Folha

Ao sair do Festival de Gramado-2004 com uma cesta de Kikitos, inclusive para os seis atores principais, "Filhas do Vento" --que estréia hoje-- foi envolvido em breve, mas ruidosa, polêmica sobre os supostos motivos do júri para a escolha. O elenco rechaçou duramente a insinuação de que teria havido um arranjo "politicamente correto" e ameaçou devolver os prêmios. No país da pizza, ficou por isso mesmo.

Só coube o mal-entendido porque o diretor Joel Zito Araújo (que fez o documentário "A Negação do Brasil", baseado em seu livro homônimo) realizou um melodrama sobre uma família de negros de classe média. Em sociedade que ainda trata veladamente de questões raciais, cabe mencionar que os protagonistas são negros ou a simples lembrança já seria discriminatória? Ao trazer personagens cujas trajetórias profissionais são em parte determinadas pela ascendência, "Filhas do Vento" sugere que é preciso registrar seu pioneirismo.

A presença de Ruth de Souza é emblemática: ao interpretar uma atriz de TV que enfrenta obstáculos por ser negra, ela espelha as limitações que sofreu em sua carreira. Bem antes de chegar ao Rio, no entanto, a história começa no interior de Minas Gerais, com um pai autoritário (Milton Gonçalves) e suas duas filhas. Embora não funcione bem quando faz prosa, o filme dá bom trato, como o título já indica, à poesia.

Leia mais
  • Joel Zito Araújo, de "Filhas do Vento", defende cota para negros

    Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre o filme "Filhas do Vento"
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página