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03/05/2006 - 09h50

SP Arte cresce e reúne galerias de do exterior

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FABIO CYPRIANO
da Folha de S.Paulo

Com crescimento em comparação à sua primeira versão, no ano passado, a SP Arte Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo abre hoje suas portas para convidados. Neste ano, são 50 galerias contra as 41 em 2005. Segundo a assessoria do evento, haverá obras de R$ 100 a R$ 1 milhão.

O crescimento ocorre também na presença de galerias estrangeiras, mas é visto com cautela pela diretora da feira, Fernanda Feitosa. "De uma galeria estrangeira, em 2005, temos agora seis, mas isso é compatível com o nosso mercado. O crescimento é tímido, mas deve ser contínuo. Quem sabe um dia estaremos como as grandes feiras estrangeiras."

As grandes feiras, especialmente Art Basel e Basel-Miami, contam, além da programação comercial, com eventos paralelos, como mostras, debates e visitas a coleções locais.

A SP Arte repete a fórmula, neste ano, com visita a colecionadores, para portadores de cartões VIP, uma festa com performances, também com acesso restrito a convidados, e debates públicos, de quinta a sábado, sobre crítica, colecionismo e inserção da arte brasileira no exterior, com a presença de Leda Catunda, Agnaldo Farias e Waltercio Caldas, entre outros.

Por ora, o título "SP Arte" representa mais o local geográfico onde ocorre a feira do que o próprio mercado paulista. Mesmo com a entrada da Fortes Vilaça, uma das galerias com maior presença no mercado, continuam de fora do evento galerias como Luisa Strina, Millan Antonio e Vermelho. Das 48 galerias paulistanas listadas pelo Mapa das Artes, participam da feira 22, enquanto há 22 participantes de outros Estados do país --15 só do Rio.

"Por enquanto, ainda preferimos investir em feiras fora do país, mas no próximo ano pretendemos participar. Acho que essa feira é boa para galerias de fora", afirma Florence Antonio, da Millan Antonio, opinião próxima de outros galeristas paulistanos, como Eduardo Brandão, da galeria Vermelho. "Investimos em feiras que ocorrem em locais onde somos menos conhecidos, como a Basel-Miami", afirma Brandão.

"Eu não acho uma verdade absoluta que galerias já tenham o mercado em São Paulo, pois elas não têm o mercado inteiro, senão a Fortes Vilaça, que é muito forte, não estaria participando. Ainda somos uma "baby fair". Essas outras feiras usadas como modelo existem há mais de 30 anos e estão consolidadas", avalia Feitosa.

Como atrativo para as galerias, Feitosa convidou curadores e colecionadores estrangeiros. Do exterior, participam agora três galerias européias (de Portugal, Espanha e Alemanha) e três sul-americanas (Uruguai, Chile e Argentina). "Acho um ato de coragem expor aqui, os galeristas precisam pagar transporte, seguro, hospedagem e ainda 45% de impostos sobre o valor da obra. Mas creio que o Brasil tem crescido em importância, por isso é uma vitrine importante", afirma a diretora.

A organizadora da feira é também uma colecionadora. Sua primeira aquisição ocorreu há 12 anos. "Acho que se começa uma coleção quando se tem um pouco de sobra de dinheiro", diz Feitosa.

Em 1994, a então advogada procurou Raul Forbes, da galeria Arte do Brasil, em busca de arte. Gostou de Martins de Porangaba, "acho que pelas cores", mas só comprou seis meses depois. Criada com o marido, Heitor Martins, a coleção de Feitosa tem como destaque 27 peças de Farnese de Andrade, que passou a admirar na convivência com o editor e também colecionador Charles Cosac.

A SP Arte ocorre duas semanas antes da similar argentina, a ArteBa, coincidência de datas que gerou protestos. "Há 25 feiras em todo o mundo, essa data era a mais viável para nossas galerias tendo em vista esse calendário", explica Feitosa, que comemora a entrada de uma galeria portenha em sua feira, enquanto na Argentina serão sete as brasileiras.

Foi lá em Buenos Aires, aliás, que Feitosa começou a pensar na possibilidade de organizar a SP Arte. "Eu vivi lá até 2004, e foi comentando com galeristas brasileiros que participavam da ArteBa que percebi a possibilidade de uma feira aqui. Eu cheguei em agosto e, em abril do ano seguinte, já ocorria a primeira edição da SP Arte", relembra a diretora. Para a edição que inaugura hoje, tempo e experiência estão ampliados.

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