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19/01/2004 - 19h34

Líder judeu acusa Menem de prejudicar investigação do caso Amia

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da France Presse, em Buenos Aires

O líder da comunidade judia argentina Abraham Kaul acusou hoje o governo de Carlos Menem (1989-99) de ter emperrado a investigação do atentado anti-semita contra a associação beneficente judaica Amia, que deixou 85 mortos e 300 feridos em 1990

A acusação foi feita no início de mais um dia de julgamento contra os argentinos acusados de dar apoio ao ataque, a chamada "conexão local".

"Durante o governo de Menem não se investigou nada", afirmou Kaul ao canal a cabo Todo Noticias, enfatizando que a atitude do atual governo é diferente.

"Com o presidente Néstor Kirchner, decidiu-se abrir os arquivos do serviço de inteligência do Estado, da polícia federal, da segurança pública e das migrações", afirmou.

A Justiça argentina está julgando Carlos Telleldín, acusado de ter preparado o carro-bomba que destruiu o prédio de sete andares da Amia em 18 de julho de 1994, e quatro ex-policiais.

Em quase dez anos de investigação, o juiz encarregado do caso, Juan José Galeano --afastado do processo--, privilegiou a chamada "pista iraniana", até que, em agosto de 2003, sofreu um revés depois de expedir uma ordem de captura internacional contra 14 iranianos, entre eles o ex-embaixador de Teerã em Buenos Aires, Hadi Soleimanpour, que foi detido em Londres, mas teve a extradição rejeitada.

Autoridades em Israel e Estados Unidos atribuíram a responsabilidade no ataque à organização libanesa pró-iraniana Hizbollah, mas sem dar provas ou testemunhos, enquanto que investigadores independentes relacionaram o atentado a relações entre Menem, cuja família é de origem síria, e autoridades de Damasco.
 

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