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12/04/2010 - 22h57

Obama abre cúpula nuclear com jantar e atenção em terrorismo

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

Representantes de 47 países se sentaram nesta segunda-feira ao redor da mesma mesa em Washington durante o jantar de Estado que abriu oficialmente os dois dias da cúpula de segurança nuclear, cujo objetivo será aprofundar esforços contra o terrorismo.

Michael Reynolds/Efe
Obama cumprimenta Lula em Washington, durante cúpula de segurança nuclear que reúne líderes de 47 países
Obama cumprimenta Lula em Washington, durante cúpula de segurança nuclear que reúne líderes de 47 países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente ao jantar de trabalho, ao lado de líderes de países como México, Argentina, Chile, Espanha, China, França, Itália, Alemanha, Rússia, Índia e Japão.

A eles se juntaram o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon; o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Yukiya Amano.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu as boas-vindas pessoalmente aos chefes de todas as delegações.

O evento ganhou um toque de emoção quando Obama cumprimentou o embaixador polonês, Robert Kupiecki, que usava uma gravata negra em sinal de luto pela trágica morte no sábado do presidente do país, Lech Kaczynski, da primeira-dama e de outras 94 pessoas em um acidente aéreo.

Grande evento

A cúpula aberta nesta segunda-feira é o maior evento internacional promovido por um presidente americano desde 1945. Com ele, a Casa Branca quer chamar a atenção para o terrorismo nuclear, que Washington considera o maior perigo para a segurança mundial.

"A ameaça do terrorismo nuclear é real, é séria, está aumentando", disse hoje o principal assessor antiterrorista da Casa Branca, John Brennan, o qual assegurou que a rede terrorista Al Qaeda está tentando fabricar uma arma nuclear há anos.

O vice-presidente americano, Joe Biden, ressaltou durante um almoço de trabalho com pouco mais de 12 líderes de países em desenvolvimento que só são necessários 22 quilos de urânio de alta pureza para fabricar uma bomba capaz de destruir qualquer centro das grandes capitais mundiais e matar "dezenas ou centenas de milhares de indivíduos".

Para impedir que isso ocorra, as nações reunidas em Washington buscarão iniciar um plano de trabalho para impedir que a Al Qaeda e grupos similares ponham as mãos em urânio enriquecido ou plutônio refinado.

Em torno desse objetivo girarão as conversas desta terça-feira no Centro de Convenções de Washington, sede do encontro, onde acontecem duas reuniões plenárias e um almoço de trabalho, que terminará com a divulgação de um comunicado conjunto.

Resultados alcançados

Já nesta segunda-feira, a cúpula começou a render resultados concretos e importantes. A Ucrânia anunciou, após a reunião bilateral entre Obama e o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, que Kiev renunciará ao seu material nuclear altamente refinado em dois anos, data da próxima cúpula de segurança nuclear.

Além disso, EUA e China decidiram cooperar na resolução da ONU sobre novas sanções ao programa nuclear do Irã.

Segundo a Casa Branca, Obama e seu colega chinês, Hu Jintao, deram instruções a suas delegações para que, ao redigir a resolução, fique claro para o Irã quais as consequências de um eventual não cumprimento da vontade da comunidade internacional.

Agenda cheia

A reunião entre Washington e Pequim foi a mais importante e esperada da longa série de encontros bilaterais mantidos por Obama, que recebeu no domingo os líderes de Índia, Cazaquistão, África do Sul, Paquistão e Nigéria.

Nesta segunda-feira, Obama se reuniu com os representantes da Jordânia, Malásia, Armênia, Ucrânia e China.

Para completar, o presidente abrirá um espaço em sua agenda nesta terça-feira para receber os governantes de Turquia e Alemanha.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o secretário de Energia, Steven Chu, terão reuniões paralelas com seus colegas.

O encontro em Washington acontece após a histórica redução de arsenais nucleares acordada entre EUA e Rússia e depois que o governo Obama assegurou, como parte de sua nova estratégia nuclear, que só utilizará bombas atômicas em "circunstâncias extremas".

 

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