Tião Viana diz que clima no Senado é de ressentimento e hostilidade
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Um dia depois de o Senado aprovar a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), admitiu nesta quinta-feira que o clima na Casa é de hostilidade e ressentimento e que há dificuldades em aprovar as medidas em tramitação. "O ambiente está tenso. O ressentimento cresce e a hostilidade aumenta", afirmou Viana.
A reação do petista foi uma resposta ao apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os senadores retomem às atividades, depois de encerrada a votação que tratou do caso do peemedebista.
O petista contou que foi procurado hoje pelo senador Jefferson Peres (PDT-AM), que disse que não vai votar favoravelmente à prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
De acordo com Viana, Peres era um "voto certo" pela manutenção do imposto, mas teria mudado de posição, após a aprovação da absolvição de Renan.
Da Dinamarca, Lula apelou aos senadores para que retomem o ritmo de votações porque é necessário aprovar a prorrogação da CPMF. O assunto ainda é tema de discussão em uma comissão especial na Câmara, mas depois de aprovado pelos deputados seguirá para o Senado.
Porém, a dificuldade do governo está justamente no Senado, considerando que nesta Casa a oposição tem maior número. Demonstrando preocupação, Viana disse que prevê dificuldades nas votações.
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