Brasil
27/11/2007 - 17h57

Lula avisa que vai segurar reforma tributária até a aprovação da CPMF

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o governo vai "segurar" o envio dos textos da reforma tributária e da política industrial até a aprovação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Segundo ele, é melhor "não misturar" os assuntos.

Lula indicou que está otimista sobre a possibilidade de o governo sair vitorioso na prorrogação da cobrança da contribuição.

"Vamos segurar a proposta de política tributária, assim como da política industrial", disse o presidente durante a reunião do conselhão --o CDES (Conselho Desenvolvimento Econômico e Social) formado por representantes da sociedade civil, ministros e empresários--, no Palácio do Planalto. "Vamos resolver um problema [a votação da CPMF] para depois, resolver outro problema [reforma tributária e política industrial]."

Lula afirmou que a decisão de esperar a conclusão das votações da CPMF para depois enviar os demais temas foi definido durante reunião do conselho político, integrado por senadores e deputados da base aliada.

"Eles [integrantes do conselho] acharam por bem não misturar o debate da política tributária com a questão da CPMF", disse o presidente, na reunião de hoje. "Vou esperar para ver o que vai acontecer com a CPMF para a gente discutir a reforma tributária. Uma coisa a cada tempo", afirmou ele.

A reforma tributária foi o principal assunto da reunião do conselhão nesta terça-feira. O blog do Josias de Souza informa hoje que o governo já considera a possibilidade de eventual derrota na votação da CPMF, mas o presidente evitou mencionou essa alternativa.

"Espero que a [votação da] CPMF possa ser resolvida pelo Senado", afirmou Lula, antes de encerrar seu discurso na reunião. A reação do presidente ocorreu um depois de orientar seus articuladores políticos para se empenharem nas negociações com os senadores da base da aliada que resistem à prorrogação.

Para aprovar a CPMF, o governo precisa garantir, no mínimo, 49 votos favoráveis em cada turno de votação no Senado. São dois turnos. Os articuladores governistas trabalham para que a primeira etapa de votação ocorra até o dia 15 de dezembro, enquanto a segunda deverá ser realizada até o dia 20 do próximo mês.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
avalie fechar
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
avalie fechar
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (6950)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca