Governadores admitem que sucessão no Senado ofusca discussão sobre CPMF
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Governadores admitiram nesta quarta-feira que a discussão sobre a sucessão à presidência do Senado predomina sobre o debate que trata da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Segundo eles, no entanto, haverá apenas um adiamento de calendário e não o fim das discussões sobre o "imposto do cheque".
"O Senado terá a maior maturidade possível para discutir a sucessão. Os senadores saberão escolher. Mas espero que os senadores votem [logo] a CPMF", afirmou a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).
Para o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), a discussão sobre a CPMF não será esquecida pelos senadores. "A sucessão não prejudica [as discussões sobre a CPMF], talvez adie por mais uma semana [o debate e as votações]", afirmou.
Segundo o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), a tendência é de os senadores "resolverem logo" a eleição do novo presidente do Senado e depois partirem para a votação da CPMF. Na opinião dele, o novo nome consensual para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL) é o do peemedebista Garibaldi Alves (RN).
"A sucessão no Senado se dirigirá ao senador menos atritado, o que eu acredito que será o senador Garibaldi Alves", disse Requião. "Mas a CPMF não deve ter uma relação direta com essa discussão [sobre a sucessão]", reiterou.
Os governadores estão em Brasília, onde participam do lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Saúde, no Palácio do Planalto.
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