Dilma minimiza termo "mãe do PAC" e diz que programa é "coletivo"
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) minimizou na tarde desta sexta-feira o termo "mãe do PAC" adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentá-la no início da cerimônia de abertura das obras do Programa de Aceleração do Crescimento em favelas fluminenses, no Rio.
"O presidente está fazendo uma simbologia ao falar isso. É um termo de mais fácil absorção pelas pessoas. O PAC é uma obra coletiva, só que sou eu que coordeno", afirmou.
Questionada sobre uma possível candidatura à Presidência da República pelo PT, Dilma disse que se considera apenas coordenadora do PAC, e negou que o programa seja uma obra de marketing. Ela afirmou que as inaugurações de hoje são a prova real de que o PAC existe.
Durante o primeiro evento de hoje, no complexo do Alemão, Lula afirmou que a ministra é "uma espécie de mãe do PAC" e negou interesse eleitoral nas obras.
"[A ministra Dilma] é uma espécie de mãe do PAC. É ela quem cuida, cobra e vê o andamento das obras", afirmou. Ao vice-governador, Luiz Fernando Pezão, disse que ele "vai saber o que é ser cobrado pela Dilma".
Lula afirmou que o lançamento das obras não seria possível "se não tivéssemos arrumado o Brasil entre 2003 e 2006" e descartou interesse eleitoral. "Deus é tão justo e tão grande que permitiu o lançamento do PAC em um ano que eu não era candidato", afirmou. "Não disputo mais eleição no Brasil porque meu mandato termina em 2010", reiterou.
Serão beneficiados pelo programa, além do complexo do Alemão, Manguinhos (na zona norte) e a Rocinha (zona sul). No lançamento do programa, Lula subiu ao palco com aproximadamente outras 30 pessoas --entre ministros, deputados federais e estaduais, além do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).
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