Brasil
14/03/2008 - 10h27

CPI dos Cartões começa a tomar depoimentos na próxima semana

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da Folha Online

A CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos começa a ouvir a partir da próxima semana depoimentos de convidados que ajudarão nas investigações da comissão.

O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), avisou ontem que os trabalhos da comissão não serão afetados pelo feriado da Semana Santa. Ele afirmou que a idéia é justamente o oposto: realizar sessões na terça e quarta-feira para tomar depoimentos e discussão de atividades na quinta-feira --véspera do feriado.

"Vamos trabalhar direto e aproveitar o tempo. Os convidados já confirmaram presença, então vamos seguir adiante", disse o deputado. "No que depender de mim, todos os depoimentos serão abertos", reiterou, referindo-se também às audiências nas quais serão ouvidos militares.

Na terça-feira, será ouvido o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Walton Alencar Rodrigues. Para a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), é fundamental ouvi-lo porque foi o Tribunal que iniciou as investigações sobre o uso de recursos públicos via cartões corporativos.

No dia seguinte, será a vez de ouvir os depoimentos dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União). Bernardo é o responsável pela reorientação para o uso dos cartões, dos veículos oficiais e também do auxílio-moradia, além de estudos que tratam do pagamento de diárias a ministros.

Já Hage é o responsável pelo trabalho de equipes de auditores que analisam os dados enviados pelos ministros, autoridades e servidores federais que utilizam cartões corporativos. Recentemente a CGU concluiu que a ex-ministra Matilde Ribeiro terá de dar explicações sobre o uso dos cartões --ela deixou o governo sob a acusação de irregularidades na utilização dos cartões.

Depois do feriado, Sérgio disse que o objetivo é ouvir, no dia 25, o ministro Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional) e o ex-ministro Alberto Cardoso, que desempenhava a mesma função no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O relator afirmou que quer saber deles o que deve ser considerado "sigiloso" e o que pode ser "divulgado".

No mesmo dia dos generais Félix e Cardoso, a CPI pretende tomar depoimentos dos representantes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu antecessor.

Comentários dos leitores
HENRIQUE FONSECA LIMA (16) 08/07/2009 14h34
HENRIQUE FONSECA LIMA (16) 08/07/2009 14h34
Isto é a farra do boi, não vai terminar nunca....
Mexem e remexem, e tudo fica igual.
Realmente não damos sorte, mas sempre se pode fazer uma tentativa na PRÓXIMA ELEIÇÂO !
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Antonio Passos (43) 08/07/2009 13h43
Antonio Passos (43) 08/07/2009 13h43
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).
Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume novas responsabilidades na história".
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. "O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
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javano reis (76) 08/07/2009 13h43
javano reis (76) 08/07/2009 13h43
Não é preciso ser "jornalista investigativo" ou membro do MP para entender que
o esquema do cartão corporativo substituiu
o esquema do "mensalão".
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