DEM envia a Serra carta de repúdio a acordo para fazer Kassab desistir de candidatura
da Folha Online
O líder do DEM na Câmara Municipal de São Paulo, vereador Carlos Apolinário, enviou hoje uma carta ao governador José Serra (PSDB) de repúdio a um suposto acordo para convencer o prefeito Gilberto Kassab (DEM) desistir de sair candidato à reeleição. Na carta, Apolinário cita a Bíblia e avisa Serra que "amigo ofendido é pior do que segurar um cão pelo rabo".
Na carta, Apolinário afirma que Kassab sempre foi fiel a Serra --tanto na época quando era seu vice como depois. "Repudiamos qualquer tentativa que venha diminuir a importância do prefeito Gilberto Kassab na sucessão municipal. Quero lembrar-lhe que o prefeito tem sido extremamente leal a Vossa Excelência e demonstrado humildade. Quando lhe perguntam se é candidato a prefeito, ele sempre diz que gostaria de ser candidato, mas coloca como prioridade a aliança entre os dois partidos."
Apolinário critica rumores de que o PSDB esteja articulando um acordo para colocar o secretário Guilherme Afif Domingos como vice na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin para disputar a Prefeitura. Em troca da desistência de Kassab, o PSDB apoiaria a candidatura dele ao Senado, em 2010.
O líder do DEM pede a intervenção de Serra para interromper esse suposto acordo. "Solicito de Vossa Excelência que use sua experiência e sua capacidade política para resolvermos este impasse. Mais uma vez, de forma respeitosa, gostaria de informá-lo que reagiremos a qualquer tentativa que venha diminuir a importância do prefeito Gilberto Kassab na sucessão municipal. Quero lembrar-lhe que, na Bíblia, no livro de Provérbios, está escrito: um amigo ofendido é pior do que segurar um cão pelo rabo."
Segundo Apolinário, o atropelamento dos interesses de Kassab pode resultar no rompimento definitivo da aliança entre PSDB e DEM. "Se ele [Kassab] não for tratado com a dignidade e a consideração que merece, será muito difícil estarmos juntos no primeiro ou no segundo turno das próximas eleições. Peço mais uma vez a sua interferência para termos candidato único, preservando a aliança vitoriosa que une tucanos e democratas desde 1994."
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Em São Paulo não é diferente, tanto que para lá estáo se dirigindo ministros que são do Rio Grande do Sul e que nada tem a ver com a municipalidade paulistana.
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