Brasil
01/07/2008 - 16h25

Jobim critica atuação de ambientalistas estrangeiros na Amazônia

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Nelson Jobim (Defesa) fez duras críticas nesta terça-feira à atuação de ambientalistas estrangeiros na Amazônia com o objetivo de preservar a floresta e evitar a degradação ambiental na região.

O ministro disse que o governo não pode tratar a Amazônia como desejam alguns ambientalistas, uma vez que 21 milhões de pessoas vivem na região.

"São pessoas que estão com uma agenda fora do Brasil, que destruíram suas florestas e querem cuidar das dos outros. A Amazônia tem que ser algo nosso. Se for considerada como reserva ambiental absoluta, temos que matar as 21 milhões de pessoas que vivem lá."

Jobim disse que o PAS (Plano Amazônia Sustentável) do governo tem como objetivo garantir o desenvolvimento econômico da população que vive na Amazônia, aliado à preservação da floresta.

Durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara para discutir a demarcação de terras indígenas no país, Jobim disse que não existe proibição para o ingresso de policiais ou militares nas terras indígenas.

O ministro explicou que a legislação impede a instalação de unidades militares nas reservas --por isso disse que já encaminhou pedido para modificar decretos de 2002, que regulamentam a presença de militares em terras indígenas.

"A alteração do decreto prevê que o Exército coloque unidades militares em todas as terras indígenas situadas em áreas de fronteira", explicou. Segundo Jobim, as terras indígenas são propriedades da União, mas de posse e uso vitalício dos índios.

Raposa/Serra do Sol

O ministro defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) tenha como prioridade ao defender a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol analisar que a homologação contínua da região fere a Constituição Federal.

Ele disse que há um "equívoco" quando se discute se a homologação deve ou não ser contínua como determinada pelo governo federal. "Isso é uma pseudo-discussão, o que temos de saber é se essa demarcação obedeceu os parâmetros constitucionais. Discutir se deve ser feito de um jeito ou de outro não é legítimo."

Comentários dos leitores
paulo cezar (115) 04/07/2009 11h59
paulo cezar (115) 04/07/2009 11h59
"grilagem de áreas protegidas"... só complementando , as terras sendo regularizadas não eram "terras protegidas", eram da união. sem opinião
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paulo cezar (115) 03/07/2009 16h21
paulo cezar (115) 03/07/2009 16h21
Mig, sua opinião é muito radical. A vida não é uma linha reta de causas e consequências amigo. É evidente que uma região com maior presença humana vai aproveitar melhor os recursos e assim "diminuir" a bio-pirataria, acabar com ela, só no dia em que se acabar a busca incessante por lucro fácil.... Sobre seus "grileiros", para mim são desbravadores. Estão certos. O governo não fazia nada com suas terras enquanto pessoas podiam gerar renda com aquele recurso. O governo esta fazendfo agora o que já deveria ter feito há muito tempo, inclusive se tivesse feito teria evitado grilagem. Esta licitando suas terras para que as pessoas possam gerar riquezas nelas ... Quem defende a amazônia como o "deserto" que é , esquece que os recursos ali podem melhorar a vida das pessoas. É lógico que houve pressão dos ruralistas, assim como houve de ONGs, e o resultado dessas forças conflitantes foi uma lei que atende em parte reinvindicações dos dois lados... É necessário explorar os recursos da amazônia, fazendo o possivel para preservar o máximo da fauna e da flora. Não é aceitável deixar ao relento "total" uma riqueza que pode melhorar a vida de milhões. 2 opiniões
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M Mig (1471) 02/07/2009 18h05
M Mig (1471) 02/07/2009 18h05
Caro Paulo Cezar,
O povoamento da Amazônia não evita a bio pirataria, imagine um sujeito, que invadiu um pedaço de terra junto com outros, construiu a sua roça, vai a cidade mais próxima com alguma freqüência... não tem dinheiro, aí... chega um representante de uma industria estrangeira dizendo que quer contratar pessoal para um projeto de "levantamento" de espécies da região. Você acha que o esse individuo vai recusar a oferta?? Claro que não, muitas vezes ele nem sabe que está sendo usado. É assim que a bio pirataria chega a Amazônia.
A Amazonlinks, uma ONG com sede em Rio Branco, faz um trabalho de levar informação a população da Amazônia para tentar quebrar a relação empresas estrangeiras - população amazônica, inibindo assim a bio pirataria.
Voltando ao assunto, o que o governo federal quer e dar um pedaço de terra para os grileiros, legalizando assim a grilagem de áreas protegidas...... quando lula se desculpou alegando estar sofrendo pressão dso ruralistas para sancionar a MP ele já assinou o conhecimento dos malefícios da MP (foi assim como um "desculpa ai gente, mas eu vou cometer mais esse erro").
Outro ponto é possibilidade de venda das terras. Como isso vai beneficiar a Amazônia?? Isso só beneficia latifundiários
Lembrando: "Ruralistas pressionam Lula por MP que regulariza terras na Amazônia".
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