PSOL questiona envolvimento de Dantas com governo na venda da Brasil Telecom
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) questionou nessa quarta-feira o envolvimento do governo com o banqueiro Daniel Dantas por conta da compra da Brasil Telecom pela Oi. A Brasil Telecom já foi controlada por Dantas mas, antes da venda da empresa para a Oi o banqueiro assinou um contrato de venda de sua parte na empresa, por mais de US$ 1 bilhão, segundo especialistas.
"Esse cidadão está preso, atrás das grades, o governo não tem nada a ver com isso? A Anatel, o BNDES não têm nada a ver com isso?", questionou ao ministro Hélio Costa, durante audiência na Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados.
Costa minimizou a participação de Dantas no negócio e disse que ele tem que responder agora à Justiça.
"Essas participações extras dessas figuras que estão envolvidas é de 1,8% do capital. Eles que respondam na Justiça, que resolvam seus problemas com a sociedade", afirmou.
Valente, que é candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL, acusou o governo de mudar a legislação apenas para atender os interesses da Oi e da Brasil Telecom. Costa negou, afirmando que as mudanças nas leis valerão para todas as empresas.
"Vossa excelência está equivocada. Nós não estamos fazendo [as mudanças] para atender Oi e Brasil Telecom, fizemos uma proposta para estudar a revisão do setor", respondeu Costa.
Após pedido do Ministério das Comunicações, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) propôs mudar o PGO (Plano Geral de Outorgas) para permitir que uma empresa de telefonia fixa compre outra em região diferente.
Reportagem da Folha publicada hoje informa que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Oi não temem que a prisão de Daniel Dantas prejudique a fusão com a Brasil Telecom.
Segundo a reportagem, a ação da PF ocorreu no meio da negociação da fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, que já foi controlada por Dantas. Antes de fechar o negócio, por exigência da Oi, Dantas já havia assinado contrato de venda de sua parte na empresa, por mais de US$ 1 bilhão, segundo especialistas.
Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas foram presos ontem pela Polícia Federal durante a operação, que investiga suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Os policiais cumpriram 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e em Brasília. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
O Ministério Público Federal acusa o grupo do banqueiro Daniel Dantas de ter movimentado, entre 1992 e 2004, quase US$ 2 bilhões por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe.
Segundo a Procuradoria, além de evasão de divisas e formação de quadrilha, as investigações apontam que o grupo de Dantas teria cometido também gestão fraudulenta, concessão de empréstimos vedados (empréstimos entre empresas do mesmo grupo) e corrupção ativa.
O advogado de Dantas entrou contem com habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para libertar o banqueiro e negou ligação direta de Dantas com Nahas e Pitta. O STF ainda não se posicionou sobre o pedido.
Os presos na operação devem ser indiciados sob as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
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O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
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DILMA2010!!!!!!!!!!
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O povo necessita ter a coragem de enchergar claramente as ações isentas das paixões e tendencias que de forma pura constroem a vida comunitária, dando sustento às necessidades de trabalho, moradia, saude , educação. Um politico envolvido em uma trama das chamadas mensalinho ou mensalão, cnstrução de castelos, farra das passagens, gastos excessivos com cartões corporativos em beneficio proprio, atos secretos, não estão sequer intencionados no bem comum do povo. Dizer se agora depende do parecer técnico do STF é assumir de pronto que o sentido técnico nos seus entremeios poderá assumir algo diferente do real sentido comum. Jamais teria existido qualquer desvio de dinheiro como foi mencionado pelo ministro relator no STF se o fato gerador " o governador do estado de Minas Gerais na época não estivesse concorrendo à reeleição e a SMPEB, a DNA, o Duda Mendonça não estivessem no comando das operações a por aprovação do proprio governador". Esperamos a resposta tecnica da palavra inteira responsavel do STF.
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