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Brasil
18/11/2008 - 17h38

Jobim lamenta existência de grampo no STF e cobra apuração da ilegalidade

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Nelson Jobim (Defesa) lamentou nesta terça-feira as suspeitas de que houve grampo telefônico no STF (Supremo Tribunal Federal). Ex-presidente da Suprema Corte e da Justiça, Jobim indicou estar convencido de que não restam dúvidas sobre as escutas.

"O que nós temos lá [no STF] é a confirmação de uma conversa. Há um diálogo publicado e há a confirmação de que houve aquele diálogo, logo houve o grampo", disse Jobim, que participou de uma audiência pública no Senado.

Para o ministro, a conclusão do inquérito policial sobre o vazamento de informações será fundamental. "A única observação que pode ser feita é lamentar a ocorrência e estimar que o inquérito, que está sendo conduzido pela PF, por determinação do presidente da República e o ministro da Defesa, chegue a um resultado e que possamos apurar os que praticaram esse ato", disse ele.

Jobim rebateu ainda a possibilidade de agentes da Abin (Agência Brasileira de Informações) serem autorizados a monitorar conversas telefônicas.

"A questão não é se pode ou não. A questão é constitucional, no artigo 5º, que define claramente de que é inviolável o sigilo da correspondência, comunicações telegráficas e telefônicas, e só se permite interceptação telefônica sob hipótese de inquérito criminal autorizado pelo juiz, logo se inquérito criminal é competência da polícia, não se pode falar em lei ordinária se atribuir a ABIN essa competência", afirmou o ministro.

A possibilidade de autorizar agentes da Abin a também realizarem escutas é analisada por técnicos do governo --aproveitando a discussão atual envolvendo a suposta parceria entre a agência e a Polícia Federal nas investigações da Operação Satiagraha.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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