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Brasil
09/12/2008 - 17h15

Tarso critica "pressão velada" sobre julgamento de demarcação da Raposa/Serra do Sol

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou nesta terça-feira que a suposta pressão velada para que o STF (Supremo Tribunal Federal) evite decidir em favor da homologação de forma contínua da reserva Raposa/Serra do Sol (RR) não influenciará os ministros da Corte. A declaração foi um recado para o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), que reiterou ontem que há ameaças de novos conflitos na região --independentemente da decisão tomada pela Suprema Corte.

"Seja qual for a decisão do Supremo nós vamos cumpri-la. Eu acho que não existe esta possibilidade de conflitos por mais que se façam ameaças veladas como fez recentemente o governador [de Roraima]", afirmou Tarso.

Em seguida, o ministro disse: "Eu acho que não ocorrerão conflitos porque as partes lá [na reserva Raposa/Serra do Sol] estão maduras. O Supremo não vai decidir a partir de pressões veladas".

Tarso evitou informar se o governo federal vai montar um aparato especial na região da reserva para conter eventuais tensões que surjam a partir da decisão do STF.

Segundo ele, a disposição da União é apenas de fazer cumprir o determinado pela Suprema Corte. "Pode haver conflito ou não. Agora se tiver qualquer conflito, o Estado vai fazer cumprir a lei", afirmou.

Julgamento

A partir das 9h de amanhã o STF retomará o julgamento sobre a homologação das terras indígenas contidas na reserva da Raposa/Serra do Sol. O ministro-relator da ação, Carlos Ayres Brito, recomendou pela demarcação de forma contínua.

O voto do ministro atende ao que desejam o governo federal, a maior parte das organizações não-governamentais e das várias etnias indígenas. Já o governo do Estado de Roraima e os produtores de arroz querem o oposto: a demarcação de forma descontínua.

Os arrozeiros e o governador de Roraima alegam que só a demarcação na forma de ilhas que poderá evitar prejuízos econômicos que o Estado poderá ter com a homologação contínua.

Pela previsão dos ministros, o julgamento sobre o assunto no STF deve durar dois dias --iniciando amanhã e acabando apenas na quinta-feira (11).

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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