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Brasil
03/02/2009 - 12h00

STJ nega pedidos de dono da Gautama e de ex-governador do Maranhão

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da Folha Online

A Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou os embargos de declaração interpostos pelo dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, e pelo ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB).

Com a decisão, Veras continuará com os seus bens bloqueados pela Justiça como forma de garantir o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos, caso seja condenado na ação penal que apura um suposto esquema de fraudes em licitações de obras públicas.

Já Tavares não conseguiu a liberação do veículo modelo Citroen C5, que foi apreendido durante a Operação Navalha, da Polícia Federal.

Segundo a denúncia, o ex-governador teria recebido o veículo como presente de Zuleido Veras para direcionar ilicitamente, em favor da empresa Gautama, o processo de licitação nas obras de pavimentação da BR-402.

Operação Navalha

A suposta máfia das obras foi desarticulada em 2007 pela Operação Navalha, da Polícia Federal. Zuleido Veras é acusado de liderar o esquema de pagamento de propinas para autoridades públicas.

A quadrilha atuava no Distrito Federal e em nove Estados --Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo-- infiltrada nos governos federal, estadual e municipal.

Segundo a PF, a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Para obter vantagem nas licitações para obras públicas, a empresa pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas.

A estrutura da quadrilha se dividia em três níveis. No primeiro, estariam funcionários da Gautama, criada a partir de uma dissidência da OAS.

O segundo nível seria composto por 11 pessoas, a maioria servidores que atuavam como intermediários perante os políticos e funcionários públicos, exercendo influência sobre eles para a liberação de recursos.

No terceiro nível, estariam os agentes públicos municipais, estaduais e federais que, "praticando diversos delitos, viabilizam a atividade da organização na obtenção de liberação de verbas, direcionamento dos resultados das licitações", entre outras fraudes.

Comentários dos leitores
tarcisio saraiva gondim (2) 10/12/2009 12h30
tarcisio saraiva gondim (2) 10/12/2009 12h30
Esta de parabens a operação realizada pela Policia Federal nos municipio do Aquiraz, Euzebio e Guaramiranga. Oque vemos hoje é o grau de indiganação de toda populção desses municipios alem da vergonha, de ver em manchetes jornalistica a participação de homens que pensavamos serem de bem, e hoje cai a mascara de varios deles. Que essa operação não se extinga agora, pois sabemos que são muito mais os nomes de pessoas que provavelmente possam fazer parte deste esquema tão bem arquitetado. sem opinião
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Romanov severo (1) 08/12/2009 20h37
Romanov severo (1) 08/12/2009 20h37
sou um cidadão residente de Eusébio, uma das cidades vítimas desta vergonha. os políticos daqui posam de bons moços, mas revelam o nível e o valor de sua existencia com este comportamento que cabe apenas aos ratos, que espero que não se ofendam com a comparação!!!!!!!! 1 opinião
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Francisco Feitosa (26) 08/12/2009 19h45
Francisco Feitosa (26) 08/12/2009 19h45
A oposição rouba e queria acusar o PT de praticar o que eles jafaziam a muito tempo porém não provaram nada contra o PT mas cotinuaram as práticas qeu lhes eram de costume mas só que foram pegos com a boca na butija e agora estão sem saber o qeu fazer por que eles foram vítimas das acusações qeu eles faziam aos outros. ou seja quem com o ferro fere com fero será ferido 2 opiniões
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