Brasil
09/06/2009 - 15h46

Impasse na CPI das ONGs deve adiar instalação da CPI da Petrobras no Senado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O impasse criado em torno da relatoria da CPI das ONGs deve adiar, mais uma vez, a instalação da CPI da Petrobras no Senado. Como a oposição decidiu não ceder a relatoria da CPI das ONGs à base aliada do governo federal, os senadores governistas agora se mobilizam para retardar a instalação da CPI da Petrobras, marcada para amanhã.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a disputa política na CPI das ONGs vai trazer prejuízos diretos às investigações sobre a Petrobras. "A tendência é que, não havendo colaboração e disposição em resolver o problema aqui [CPI das ONGs], fica difícil se instalar a CPI da Petrobras", disse.

Os governistas ficaram irritados com a decisão do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CPI das ONGs, de negar a recondução do senador Inácio Arruda (PC do B-CE) à relatoria da comissão. Heráclito designou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) para a relatoria e promete manter o tucano no cargo.

Arruda perdeu a relatoria ao tornar-se suplente da CPI das ONGs para assumir uma vaga de titular na CPI da Petrobras. Como o regimento do Senado não permite que um suplente da comissão seja relator, Heráclito designou Virgílio para o cargo. Irritados com Heráclito, os governistas abandonaram a reunião da CPI das ONGs nesta terça-feira e prometem impedir o andamento das investigações na CPI da Petrobras.

Além disso, a base aliada está determinada a atrasar as investigações sobre a Petrobras até que Arruda seja reconduzido à relatoria. A instalação da CPI da Petrobras foi um pedido da oposição, que reuniu o apoio de mais de 30 senadores às investigações.

Politização

Além do impasse na CPI das ONGs, os governistas querem retardar as investigações sobre a Petrobras porque temem prejuízos à imagem da estatal e do governo em meio à crise econômica internacional.

Enquanto a CPI da Petrobras não sai do papel, a oposição promete endurecer as investigações sobre as ONGs, mesmo sem a presença dos governistas.

Virgílio, novo relator da CPI das ONGs, apresentou nesta terça-feira uma série de requerimentos de convocação de políticos ligados ao governo federal que teriam supostas ligações com entidades não-governamentais --entre eles um assessor do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

Na prática, porém, os requerimentos do novo relator só vão se tornar efetivos se forem aprovados pelo plenário da CPI das ONGs. O plano de trabalhos do novo relator foi apresentado a um plenário esvaziado, sem os governistas. A oposição, no entanto, mobilizou sua tropa de choque para evitar que apenas Virgílio e Heráclito estivessem na sala da CPI depois que os senadores da base aliada do governo abandonaram o local.

Comentários dos leitores
josé reis barata barata (3422) 11/11/2009 14h38
josé reis barata barata (3422) 11/11/2009 14h38
Apagão!
Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
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Louis Fod (300) 11/11/2009 10h29
Louis Fod (300) 11/11/2009 10h29
Oh Cassio! Fala um pouco sobre o Sarney, da tropa de choque, Renan Calheiros e Fernando Collor de Melo ... Por que será que quando alguém é pago para defender o governo seu único argumento é a economia?
CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
--
-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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O Pacificador (88) 11/11/2009 08h05
O Pacificador (88) 11/11/2009 08h05
O (o)caso da Petrobras, nunca foi algo que deveria ser tocado por uma CPI.
Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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