Brasil
02/07/2009 - 09h00

Procuradoria questiona acordo sobre doação em eleições

Publicidade

FLÁVIO FERREIRA
da Folha de S.Paulo

O Ministério Público Federal pediu ao Ministério Público de São Paulo a anulação do acordo assinado entre a Promotoria e a AIB (Associação Imobiliária Brasileira), que pôs fim às investigações sobre a associação, que é ligada ao Secovi-SP e integra a lista do TSE de suspeitos de financiamento ilegal de campanha eleitoral.

No TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), nome jurídico do acordo, a AIB se comprometeu a nunca mais fazer contribuições em eleições.

Segundo o procurador regional eleitoral de São Paulo, Luiz Carlos Gonçalves, integrante da Procuradoria, o TAC "libera, sem a adequada investigação e sem razões sociais justificantes, a AIB do pagamento de multa que pode ser milionária, (...) além de liberá-la para contratar com o poder público".

O acordo foi assinado no dia 11 de maio pelo promotor da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Mauricio Lopes.

A validade do TAC depende da aprovação do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, órgão formado por 11 procuradores das instâncias superiores da instituição.

Na sessão de anteontem do conselho, o procurador eleitoral pediu que o TAC não seja aprovado, e o promotor defendeu a homologação. Na sequência, o julgamento sobre o TAC foi suspenso. A análise do caso deve continuar na terça-feira.

Ontem o promotor disse que elaborou o TAC porque "há o risco de anistia perante o Poder Legislativo, que vira e mexe concede anistia para fins eleitorais, e a multa vira nada. O TAC contempla uma situação não apenas em vista do passado, mas em vista do futuro".

"Eu ofereci 36 representações contra vereadores de São Paulo por conta de doações irregulares. A situação está demonstrada. Agora, em relação à entidade, entendi que atendia melhor aos interesses da sociedade o que eu fiz. Se o conselho entender de modo diferente, proponho uma ação [contra a AIB] no dia seguinte", disse.

A AIB, pela sua assessoria de imprensa, informou desconhecer o pedido de anulação e reafirmou que não cometeu atos ilícitos ao fazer doações.

Comentários dos leitores
Gedeão Barros (84) 24/11/2009 23h16
Gedeão Barros (84) 24/11/2009 23h16
Até hoje não houve qualquer esclarecimento ou apuração sobre uma grave denúncia, publicada no jornal do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro (SINDSPREVRJ), em 15/08/2008, feita por João Batista Pereira Vinhosa, engenheiro, professor universitário e ex- Conselheiro do extinto Conselho Nacional do Petróleo (CNP), contra a ministra Dilma Rousseff de obstinada omissão em ato lesivo ao patrimônio público cometido em área sob seu comando: a constituição da GEMINI - sociedade formada pela Petrobrás com a White Martins para produção e comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL). Segundo a denúncia, a ministra Dilma sabe que o Tribunal de Contas da União determinou a devolução ao erário de R$ 6.618.085,28 por superfaturamento praticado pela White Martins contra o Hospital Central do Exército (HCE). Ela sabe, também. que a 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal condenou a sócia majoritária da GEMINI a devolver ao Tesouro o valor por ela superfaturado contra ninguém menos que a temível Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Informou, na denúncia, que a White Martins usou de certidão enganosa para lesar a Abin e, no ninho dos arapongas, "extraviaram" o processo que justificou, fraudulentamente, a compra do produto sem licitação.
Isso, dentre muitas outras coisas.
Esse assunto não pode permanecer no esquecimento. Nós, cidadãos, devemos cobrar esclarecimentos da ministra.
sem opinião
avalie fechar
Gedeão Barros (84) 24/11/2009 22h56
Gedeão Barros (84) 24/11/2009 22h56
Já que a turminha do fusca quer fazer prevalecer como provas notícias de jornal, entrevistas e discursos políticos, vamos lá. Começo uma série.
Deu no Jornal de Brasília, em 14/09/2009:
"LINA VIEIRA CAUSOU IRRITAÇÃO AO VIGIAR JATINHOS
O governo Lula ainda não sabe como cancelar, com discrição, uma invenção da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira que provocou muitas reclamações de lobistas, empresários, corruptores e políticos: quem sai ou chega a Brasília em jatinho agora é obrigado a utilizar o Terminal 2 do aeroporto, passando - com suas malas - pelo raio X, câmeras de segurança e agentes da Receita e da Policia Federal."
Essa é muito fácil checar.
Vamos ficar de olho, gente!
sem opinião
avalie fechar
david valdivia (68) 24/11/2009 22h33
david valdivia (68) 24/11/2009 22h33
O que eleitor precisa é parar de ser otário e exigir os seus direitos, nada de investir dinheiro publico para só receber migalhas dos santos que não fazem milagres (políticos, colarinhos brancos, banqueiros, e todos os demais elegidos divinos que vivem sem trabalhar as custas do sofrido povo brasileiro). sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (14942)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca