Yeda entra com representação contra presidente de sindicato
ESTELITA HASS CARAZZAI
da Agência Folha
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), entrou ontem com representação no Ministério Público Estadual contra a presidente do Cpers (Centro de Professores do Estado do RS), Rejane de Oliveira.
O Cpers foi o responsável pelo protesto de anteontem em frente à casa da governadora. Os manifestantes pediam a saída de Yeda do governo do Estado.
Na ocasião, seis pessoas --entre elas, Rejane de Oliveira e uma vereadora do PSOL-- foram detidas pela Polícia Militar, acusadas de perturbação da ordem, tentativa de invasão e constrangimento, e depois liberadas. Yeda disse que o protesto foi "político" e "criminoso".
A representação feita pela governadora acusa a presidente do sindicato de peculato --quando um funcionário público apropria-se de dinheiro público, de que tem posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio. Para Yeda, Rejane usou verbas sindicais para promover uma manifestação política.
Yeda também acusa a sindicalista de crime contra a honra, constrangimento ilegal, incitação ao crime e formação de quadrilha. Se somadas, as penas podem chegar a 18 anos de prisão, em caso de condenação.
A presidente do Cpers atribui a representação ao "autoritarismo" da governadora. "Ela é tão autoritária que quer decidir como vamos organizar enfrentamentos contra ela", disse Rejane, em referência à acusação de malversação das verbas sindicais. "Quem decide como fazemos nossa luta somos nós", completou.
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