20/07/2005
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15h10
ROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares confirmou à CPI dos Correios que se encontrou com o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza na segunda-feira, dia 11, em Belo Horizonte. À CPI, Delúbio disse que Valério é de confiança e que nunca teve motivos para duvidar da honestidade dele. "Minha relação com Marcos Valério sempre tem sido correta. Não tenho motivos para desconfiar dele. Ele me foi apresentado em 2002 por uma pessoa honesta", afirmou.
O ex-dirigente afirmou que conversou sobre os empréstimos que haviam sido tomados pelas empresas de Valério e depois repassados ao PT. Delúbio disse que, como a direção da sigla havia mudado, precisava garantir ao empresário que a dívida seria quitada.
No dia 14, Valério prestou depoimento espontâneo à Procuradoria-Geral da República. O publicitário propôs ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, passar informações para colaborar com as investigações em troca de benefícios em uma eventual ação penal.
O procurador, no entanto, recusou a proposta. No encontro, solicitado por Valério, o procurador-geral recebeu documentos e explicações sobre as empresas dele --DNA e SMPB.
Delúbio se apresentou também espontaneamente ao procurador no dia seguinte. Ele disse que as campanhas do PT em todo o país foram financiadas por recursos que vieram de caixa dois e que as mais recentes receberam recursos de empréstimos.
À Procuradoria, Delúbio não especificou o nome dos candidatos do PT que receberam dinheiro clandestino em suas campanhas e disse que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a única que não foi paga com dinheiro de caixa dois.
Confiança
As afirmativas sobre sua confiança em Valério colocaram Delúbio em um impasse. Delúbio disse aos integrantes da comissão que não tratou com o ex-ministro José Dirceu sobre os empréstimos tomados pelas empresas de Valério que depois foram repassadas ao PT.
Entretanto, segundo o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), Valério já declarou que Dirceu e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira sabiam dos empréstimos e que os nomes deles eram a garantia de que o PT pagaria a dívida.
Delúbio não comentou o questionamento e reafirmou que ninguém do PT sabia dos empréstimos.
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Delúbio confirma encontro no dia 11 e diz que Valério é de confiança
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FELIPE RECONDOROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares confirmou à CPI dos Correios que se encontrou com o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza na segunda-feira, dia 11, em Belo Horizonte. À CPI, Delúbio disse que Valério é de confiança e que nunca teve motivos para duvidar da honestidade dele. "Minha relação com Marcos Valério sempre tem sido correta. Não tenho motivos para desconfiar dele. Ele me foi apresentado em 2002 por uma pessoa honesta", afirmou.
O ex-dirigente afirmou que conversou sobre os empréstimos que haviam sido tomados pelas empresas de Valério e depois repassados ao PT. Delúbio disse que, como a direção da sigla havia mudado, precisava garantir ao empresário que a dívida seria quitada.
| Alan Marques/FI |
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| Depoimento de Delúbio Soares à CPI |
O procurador, no entanto, recusou a proposta. No encontro, solicitado por Valério, o procurador-geral recebeu documentos e explicações sobre as empresas dele --DNA e SMPB.
Delúbio se apresentou também espontaneamente ao procurador no dia seguinte. Ele disse que as campanhas do PT em todo o país foram financiadas por recursos que vieram de caixa dois e que as mais recentes receberam recursos de empréstimos.
À Procuradoria, Delúbio não especificou o nome dos candidatos do PT que receberam dinheiro clandestino em suas campanhas e disse que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a única que não foi paga com dinheiro de caixa dois.
Confiança
As afirmativas sobre sua confiança em Valério colocaram Delúbio em um impasse. Delúbio disse aos integrantes da comissão que não tratou com o ex-ministro José Dirceu sobre os empréstimos tomados pelas empresas de Valério que depois foram repassadas ao PT.
Entretanto, segundo o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), Valério já declarou que Dirceu e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira sabiam dos empréstimos e que os nomes deles eram a garantia de que o PT pagaria a dívida.
Delúbio não comentou o questionamento e reafirmou que ninguém do PT sabia dos empréstimos.
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