16/11/2005
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16h58
da Folha Online, em Brasília
O ministro Antonio Palocci (Fazenda) respondeu hoje as críticas da colega Dilma Rousseff (Casa Civil) sobre a condução da política econômica do governo.
"Nós não estamos enxugando gelo como alguns acreditam. Nós estamos trabalhando com afinco em cada um dos pontos que são fundamentais para esses resultados", afirmou Palocci na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", Dilma havia dito que a política "enxuga gelo" porque, se por um lado o governo faz um grande esforço fiscal para reduzir a dívida, por outro gasta todo o dinheiro economizado com o pagamento de juros.
Hoje Palocci defendeu sua posição de reduzir as despesas correntes do governo por um período longo, projeto considerado "rudimentar" por Dilma. "Disse a Dilma que ela estava errada", afirmou ele, ressaltando não considerava necessário tornar esse debate público, mas que o tema foi trazido à tona pela ministra.
Palocci disse ainda que o atual superávit primário (receitas menos despesas, excluídos os pagamentos de juros) --de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto)-- era "razoável". "Não precisamos de um esforço fiscal maior. Precisamos de um esforço longo no tempo", disse.
Ele ainda defendeu o projeto apresentado pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento) durante reunião da Câmara de Política Econômica, que define metas de esforço fiscal para os próximos dez anos.
O ministro disse ainda que o controle da inflação deve ser permanente. "Não se deve tolerar inflação."
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Palocci diz que Dilma está "errada" e que política "não enxuga gelo"
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ANA PAULA RIBEIROda Folha Online, em Brasília
O ministro Antonio Palocci (Fazenda) respondeu hoje as críticas da colega Dilma Rousseff (Casa Civil) sobre a condução da política econômica do governo.
"Nós não estamos enxugando gelo como alguns acreditam. Nós estamos trabalhando com afinco em cada um dos pontos que são fundamentais para esses resultados", afirmou Palocci na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", Dilma havia dito que a política "enxuga gelo" porque, se por um lado o governo faz um grande esforço fiscal para reduzir a dívida, por outro gasta todo o dinheiro economizado com o pagamento de juros.
Hoje Palocci defendeu sua posição de reduzir as despesas correntes do governo por um período longo, projeto considerado "rudimentar" por Dilma. "Disse a Dilma que ela estava errada", afirmou ele, ressaltando não considerava necessário tornar esse debate público, mas que o tema foi trazido à tona pela ministra.
Palocci disse ainda que o atual superávit primário (receitas menos despesas, excluídos os pagamentos de juros) --de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto)-- era "razoável". "Não precisamos de um esforço fiscal maior. Precisamos de um esforço longo no tempo", disse.
Ele ainda defendeu o projeto apresentado pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento) durante reunião da Câmara de Política Econômica, que define metas de esforço fiscal para os próximos dez anos.
O ministro disse ainda que o controle da inflação deve ser permanente. "Não se deve tolerar inflação."
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