22/11/2006
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14h05
da Folha Online, em Brasília
O ex-diretor de risco do Banco do Brasil Expedito Veloso levantou suspeitas nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Sanguessugas sobre o ex-petista Valdebran Padilha. Segundo ele, Valdebran teria se mostrado disposto a tirar "do próprio bolso" pelo menos R$ 1 milhão para a compra do dossiê.
Apesar da denúncia, Expedito evitou especular se Valdebran seria o responsável por conseguir o dinheiro para a compra do material ou se teria recebido a quantia de terceiros.
"O Valdebran disse que poderia assumir R$ 1 milhão do próprio bolso. [Mas] seria ilação [confirmar que ele conseguiu o dinheiro]", afirmou.
Valdebran foi preso ao lado de Gedimar Passos com R$ 1 milhão que seria usado para comprar o dossiê. O restante do dinheiro, R$ 700 mil, estava com Gedimar, que trabalhava no comitê de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Expedito garantiu à CPI não ter qualquer relação com o pagamento do dossiê, nem saber a origem do dinheiro. Ele admitiu, apenas, ter participado das negociações para ter acesso ao material sem a contrapartida financeira a ser paga para o empresário Luiz Antonio Vedoin, acusado de liderar a máfia sanguessuga e de tentar vender o suposto dossiê.
Versão "inverossímil"
A versão de Expedito, no entanto, não convenceu a CPI dos Sanguessugas. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) apresentou laudo da Polícia Federal que mostra imagens de Gedimar ao telefone no dia 13 de setembro, véspera do dia em que o dinheiro seria entregue a Vedoin.
Pela quebra de sigilo em mãos da CPI, no horário das imagens Gedimar estava ao telefone com Expedito --supostamente para negociar a compra do material antitucano.
"Era impossível trocar tantos telefonemas e não saber da origem do dinheiro. A versão é inverossímil", disse o sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ).
Na opinião do deputado, a tática de defesa adotada por Expedito e seguida pelo ex-diretor de risco e mídia do PT Jorge Lorenzetti será desmontada pela CPI. "É uma técnica de defesa incorreta. Você não consegue se inocentar culpando outro", disse.

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Expedito diz que Valdebran se dispôs a "tirar R$ 1 mi do bolso" para dossiê
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O ex-diretor de risco do Banco do Brasil Expedito Veloso levantou suspeitas nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Sanguessugas sobre o ex-petista Valdebran Padilha. Segundo ele, Valdebran teria se mostrado disposto a tirar "do próprio bolso" pelo menos R$ 1 milhão para a compra do dossiê.
Apesar da denúncia, Expedito evitou especular se Valdebran seria o responsável por conseguir o dinheiro para a compra do material ou se teria recebido a quantia de terceiros.
"O Valdebran disse que poderia assumir R$ 1 milhão do próprio bolso. [Mas] seria ilação [confirmar que ele conseguiu o dinheiro]", afirmou.
Valdebran foi preso ao lado de Gedimar Passos com R$ 1 milhão que seria usado para comprar o dossiê. O restante do dinheiro, R$ 700 mil, estava com Gedimar, que trabalhava no comitê de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Expedito garantiu à CPI não ter qualquer relação com o pagamento do dossiê, nem saber a origem do dinheiro. Ele admitiu, apenas, ter participado das negociações para ter acesso ao material sem a contrapartida financeira a ser paga para o empresário Luiz Antonio Vedoin, acusado de liderar a máfia sanguessuga e de tentar vender o suposto dossiê.
Versão "inverossímil"
A versão de Expedito, no entanto, não convenceu a CPI dos Sanguessugas. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) apresentou laudo da Polícia Federal que mostra imagens de Gedimar ao telefone no dia 13 de setembro, véspera do dia em que o dinheiro seria entregue a Vedoin.
Pela quebra de sigilo em mãos da CPI, no horário das imagens Gedimar estava ao telefone com Expedito --supostamente para negociar a compra do material antitucano.
"Era impossível trocar tantos telefonemas e não saber da origem do dinheiro. A versão é inverossímil", disse o sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ).
Na opinião do deputado, a tática de defesa adotada por Expedito e seguida pelo ex-diretor de risco e mídia do PT Jorge Lorenzetti será desmontada pela CPI. "É uma técnica de defesa incorreta. Você não consegue se inocentar culpando outro", disse.

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