22/01/2007
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14h34
A vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, disse hoje que o pagamento de dívidas ainda é o maior obstáculo em países na Ásia, África e América Latina no combate à pobreza de suas populações. "Apesar dos avanços na área de democracia e da governança, e dos esforços dos países do G-8 [as oito maiores economias mundiais], o pagamento de débitos continua a impedir o enriquecimento da população e a redução da pobreza", disse ele, durante o terceiro dia do Fórum Social Mundial em Nairóbi (Quênia).
Maathai pediu aos países desenvolvidos a se esforçar mais em cancelar dívidas dos países pobres, muitos dos quais ainda sofrem problemas financeiros com líderes e governos corruptos.
"Nós devemos pedir aos governos [de países ricos] e às instituições financeiras internacionais para questionar seus autoproclamados padrões de correção e justiça e ver como é ilegítimo o encargo da dívida para o [país] pobre", afirmou.
O Fórum, que começou no sábado, reúne milhares de ativistas globais, é realizada pela primeira vez na África. Segundo os organizadores, cerca de 80 mil pessoas estão na capital africana para discussões em torno da eliminação da pobreza, relações comerciais internacionais, dívidas externas e conflitos. O evento vai durar até a próxima quinta-feira (25).
O evento teve sua primeira edição no Brasil, em 2001, e coincide a cada ano com o Fórum Econômico Mundial --um encontro bastante diferente voltado para líderes de negócios e comércio internacional em Davos, na Suíça.
Com agências internacionais
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Nobel da Paz pede mais esforços para cancelar dívidas de países pobres
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da Folha OnlineA vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, disse hoje que o pagamento de dívidas ainda é o maior obstáculo em países na Ásia, África e América Latina no combate à pobreza de suas populações. "Apesar dos avanços na área de democracia e da governança, e dos esforços dos países do G-8 [as oito maiores economias mundiais], o pagamento de débitos continua a impedir o enriquecimento da população e a redução da pobreza", disse ele, durante o terceiro dia do Fórum Social Mundial em Nairóbi (Quênia).
Maathai pediu aos países desenvolvidos a se esforçar mais em cancelar dívidas dos países pobres, muitos dos quais ainda sofrem problemas financeiros com líderes e governos corruptos.
"Nós devemos pedir aos governos [de países ricos] e às instituições financeiras internacionais para questionar seus autoproclamados padrões de correção e justiça e ver como é ilegítimo o encargo da dívida para o [país] pobre", afirmou.
O Fórum, que começou no sábado, reúne milhares de ativistas globais, é realizada pela primeira vez na África. Segundo os organizadores, cerca de 80 mil pessoas estão na capital africana para discussões em torno da eliminação da pobreza, relações comerciais internacionais, dívidas externas e conflitos. O evento vai durar até a próxima quinta-feira (25).
O evento teve sua primeira edição no Brasil, em 2001, e coincide a cada ano com o Fórum Econômico Mundial --um encontro bastante diferente voltado para líderes de negócios e comércio internacional em Davos, na Suíça.
Com agências internacionais
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