24/01/2007
-
10h16
Criado para dar voz aos excluídos, o Fórum Social Mundial foi ontem alvo de protesto de um grupo de quenianos que se disse excluído do evento por não poder pagar os cerca de US$ 7 da inscrição. Dados de 2000 mostram que cerca de 50% da população do país vive com menos de US$ 2 por dia.
A manifestação começou em frente ao ginásio onde ocorre o fórum e acabou na sala onde a comissão organizadora dava uma entrevista coletiva.
O grupo recebeu apoio de participantes de outros países que reclamavam dos preços da água e dos serviços na cidade.
Dos 46 mil inscritos até ontem nesta edição do fórum --eram esperadas 100 mil pessoas--, 10 mil eram do Quênia. Os valores das inscrições são diferenciados. Participantes do hemisfério Norte pagam US$ 110, do Sul, US$ 28, e africanos pagam US$ 7.
Segundo o coordenador das inscrições, José Chacón, de El Salvador, as inscrições cobrem apenas 35% dos US$ 5 milhões gastos no fórum até agora. Mesmo assim, a organização decidiu liberar a entrada nos portões a partir de ontem.
Leia mais
Ativistas do Fórum Social criticam pressão da UE por acordos comerciais
Fórum Social Mundial tem participação abaixo da esperada
Nobel da Paz pede mais esforços para cancelar dívidas de países pobres
Especial
Leia a cobertura especial sobre o Fórum Social Mundial
Manifestantes criticam preços do Fórum Social
Publicidade
colaboração para a Folha, em NairóbiCriado para dar voz aos excluídos, o Fórum Social Mundial foi ontem alvo de protesto de um grupo de quenianos que se disse excluído do evento por não poder pagar os cerca de US$ 7 da inscrição. Dados de 2000 mostram que cerca de 50% da população do país vive com menos de US$ 2 por dia.
A manifestação começou em frente ao ginásio onde ocorre o fórum e acabou na sala onde a comissão organizadora dava uma entrevista coletiva.
O grupo recebeu apoio de participantes de outros países que reclamavam dos preços da água e dos serviços na cidade.
Dos 46 mil inscritos até ontem nesta edição do fórum --eram esperadas 100 mil pessoas--, 10 mil eram do Quênia. Os valores das inscrições são diferenciados. Participantes do hemisfério Norte pagam US$ 110, do Sul, US$ 28, e africanos pagam US$ 7.
Segundo o coordenador das inscrições, José Chacón, de El Salvador, as inscrições cobrem apenas 35% dos US$ 5 milhões gastos no fórum até agora. Mesmo assim, a organização decidiu liberar a entrada nos portões a partir de ontem.
Leia mais
Especial


