15/03/2007
-
15h18
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), negou hoje que a proposta de reajuste salarial dos deputados vá entrar na pauta de discussões da Mesa Diretora da Casa até o final deste mês. Nesta manhã, o segundo-secretário da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), disse que a Mesa caminhava para analisar o reajuste salarial dos parlamentares, assim como o aumento na verba indenizatória, até o final de março.
"Qualquer parlamentar da Mesa tem todo o direito de dar sua opinião. Mas reforço que esse assunto não está em pauta e não pretendo colocá-lo [em breve]", disse Chinaglia.
O presidente da Casa disse que a proposta de reajustar em 28% a verba de gabinete dos deputados "é de responsabilidade de quem a propôs". Nogueira apresentou a proposta em reunião da Mesa nesta quarta-feira.
Ciro argumentou que os funcionários da Casa, contratados com a verba, estão há mais de quatro anos sem aumento. E para permitir o reajuste aos funcionários, o deputado disse que os parlamentares também terão que ter seus subsídios elevados.
Se o reajuste for efetivado, o valor mensal da verba de gabinete subiria de R$ 50,8 mil mensais para R$ 65,1 mil por parlamentar --um reajuste acumulado nos últimos dez anos de 225% contra uma inflação de 91%.
Chinaglia disse que o reajuste nos salários dos deputados, antes de ser discutido na Mesa, será apresentado aos líderes partidários e depois levado para votação no plenário da Casa. "Até o momento, não houve nenhum consenso no colégio de líderes sobre isso", afirmou.
O reajuste nos salários dos deputados está em discussão na Câmara desde o final do ano passado, quando os parlamentares propuseram equiparar seus salários de R$ 12.847 ao teto do funcionalismo público federal, que é de R$ 24.500. A proposta promoveu um desgaste ao Legislativo que, agora, deve aprovar o reajuste nos subsídios dos parlamentares com base na inflação --o que elevaria os salários para mais de R$ 16 mil.
Leia mais
Câmara começa a analisar aumento salarial para deputados
Câmara estuda reajuste de 28% para verba de gabinete
Câmara adia para 2007 definição sobre aumento nos salários de deputados
STF barra reajuste de 91% e Congresso já ensaia recuo
Especial
Leia cobertura completa sobre o segundo mandato de Lula
Chinaglia desautoriza Ciro e diz que reajuste salarial não está em discussão
Publicidade
GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), negou hoje que a proposta de reajuste salarial dos deputados vá entrar na pauta de discussões da Mesa Diretora da Casa até o final deste mês. Nesta manhã, o segundo-secretário da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), disse que a Mesa caminhava para analisar o reajuste salarial dos parlamentares, assim como o aumento na verba indenizatória, até o final de março.
"Qualquer parlamentar da Mesa tem todo o direito de dar sua opinião. Mas reforço que esse assunto não está em pauta e não pretendo colocá-lo [em breve]", disse Chinaglia.
O presidente da Casa disse que a proposta de reajustar em 28% a verba de gabinete dos deputados "é de responsabilidade de quem a propôs". Nogueira apresentou a proposta em reunião da Mesa nesta quarta-feira.
Ciro argumentou que os funcionários da Casa, contratados com a verba, estão há mais de quatro anos sem aumento. E para permitir o reajuste aos funcionários, o deputado disse que os parlamentares também terão que ter seus subsídios elevados.
Se o reajuste for efetivado, o valor mensal da verba de gabinete subiria de R$ 50,8 mil mensais para R$ 65,1 mil por parlamentar --um reajuste acumulado nos últimos dez anos de 225% contra uma inflação de 91%.
Chinaglia disse que o reajuste nos salários dos deputados, antes de ser discutido na Mesa, será apresentado aos líderes partidários e depois levado para votação no plenário da Casa. "Até o momento, não houve nenhum consenso no colégio de líderes sobre isso", afirmou.
O reajuste nos salários dos deputados está em discussão na Câmara desde o final do ano passado, quando os parlamentares propuseram equiparar seus salários de R$ 12.847 ao teto do funcionalismo público federal, que é de R$ 24.500. A proposta promoveu um desgaste ao Legislativo que, agora, deve aprovar o reajuste nos subsídios dos parlamentares com base na inflação --o que elevaria os salários para mais de R$ 16 mil.
Leia mais
Especial

