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04/01/2005 - 21h11

Tornado deixa Criciúma em situação de emergência

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da Folha Online

A Prefeitura de Criciúma (SC) decretou no final da tarde desta terça-feira situação de emergência em dez bairros do município devido aos estragos causados pelos dois tornados que atingiram a cidade ontem.

Os bairros afetados foram Colonial, Metropol, Rio Maina, Cidade Mineira, Mina União, Vila Manaus, Pinheirinho, Santa Luzia, Mãe Luzia e Vila Progresso.


Climatologia São Leopoldo
Tornado danifica casas
em Criciúma

Segundo balanço da prefeitura, cerca de 700 pessoas foram atingidas pelos fortes ventos que destruíram totalmente três casas e destelharam outras cem, além de prédios públicos.

O coordenador da Defesa Civil de Criciúma, secretário de obras Sérgio Beck, afirma que equipes ainda fazem um levantamento dos estragos.

"Ainda não temos um valor estimado para recuperar esses bairros. Os trabalhos de levantamento vão continuar nesta quarta-feira nas áreas atingidas. O objetivo é delimitar a área e localizar os atingidos pelo endereço das casas", disse.

O governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) visitou a região nesta terça-feira. "A Prefeitura de Criciúma pode comprar as telhas necessárias para cobertura das residências atingidas e o governo, mediante convênio, vai ressarcir os custos", afirmou.

Ventos

Os ventos em Criciúma foram registrados das 15h15 às 16h de ontem. Um dos tornados durou aproximadamente sete minutos. A Defesa Civil Estadual afirma que os ventos superaram os 115 km/h.

Reuters
Moradores observam casa destruída por tornado


Uma mulher de 62 anos morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, no momento da passagem do tornado, no bairro Santa Luzia. O destelhamento de casas deixou feridos.

Segundo os meteorologistas, é difícil prever a ocorrência de tornados. Daniel Calearo, do Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina), afirma que as condições para a formação do fenômeno são temperatura elevada e alta umidade do ar.

Luz

Os tornados causaram danos ao sistema elétrico de Criciúma e de cidades vizinhas, como Treviso, Siderópolis e Nova Veneza. Segundo a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), o fornecimento de energia foi restabelecido no mesmo dia.

O dano mais sério foi o rompimento do cabo de transmissão que liga a subestação Siderópolis à subestação Forquilhinha, deixando quase 40 mil unidades consumidoras sem luz.

Os ventos derrubaram 40 postes e arrebentaram muitos cabos e condutores. A subestação Floresta ficou fora de operação por duas horas em virtude de problemas nos alimentadores.

Segundo o chefe da Divisão de Distribuição da Agência Regional Criciúma, Jânio Canela, os prejuízos podem chegar a R$ 1 milhão.

Tornados

O meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo (RS), afirma que os relatos de tornados no Sul do Brasil têm sido freqüentes.

Ele afirma que o episódio mais devastador ocorreu em Águas Claras, em Viamão (Grande Porto Alegre), em outubro de 2000.

Catarina

No início do ano passado, o fenômeno Catarina causou estragos e mortes no litoral sul de Santa Catarina. Casas também foram danificadas no Rio Grande do Sul.

Na ocasião, a Defesa Civil afirmou que os prejuízos somaram mais de R$ 1 bilhão nos dois Estados.

O fenômeno é raro e causou divergências entre meteorologistas. A primeira definição para o fenômeno, como um furacão, partiu do Centro Nacional de Furacões dos EUA.

Para o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o que atingiu Santa Catarina e o Rio Grande do Sul foi um ciclone, fenômeno que apresenta temperaturas baixas no seu interior e ventos girando no mesmo sentido desde a superfície até os altos níveis.

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