09/07/2006
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10h03
A Infraero, que administra Congonhas, embora tenha planejado em 2005 realizar estudos para implantar barreiras acústicas para minimizar a propagação do ruído gerado pelo aeroporto, descartou levar a idéia à frente. As barreiras acústicas estão entre as medidas sugeridas pelos pesquisadores da UFRJ para reduzir o impacto sonoro.
No entanto, após iniciar os estudos, a Infraero concluiu que a medida não pode ser adotada em Congonhas. A estatal federal disse que, devido à proximidade com áreas urbanas altamente habitadas, as barreiras foram consideradas inviáveis. A Infraero afirmou que tal medida poderia criar riscos para a segurança aeronáutica, sem explicar a razão dessa avaliação.
Por causa desse impedimento, a empresa está montando um estudo para levantar propostas alternativas. Em Brasília e Guarulhos, há medidas em estágio mais avançado do que no aeroporto de maior movimento do país. Já foi concluída, por exemplo, a licitação para o sistema fixo de monitoramento de ruídos para os dois locais. Os equipamentos estão sendo instalados e, em 2007, as informações estarão disponíveis pela internet, ao custo de R$ 3 milhões, segundo a Infraero.
A Infraero avalia, também, mudar o local onde são feitos os testes de motores, atividade que gera forte ruído. Enquanto as soluções não vêm, há pouco o que fazer, pelo menos na Justiça, para forçar a empresa a apressar a adoção de medidas.
"Por ser estratégico para o país, incluindo para a segurança nacional, Congonhas acaba tendo muita força. Entrar na Justiça seria demorado e provavelmente inútil", afirma o advogado Fabricio Soler, especialista em direito ambiental.
Nabil Bonduki, urbanista e ex-vereador pelo PT, acredita em medidas mais radicais. "A Infraero deveria, por exemplo, indenizar um estabelecimento prejudicado pelo barulho."
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Infraero descarta barreiras contra ruído no aeroporto
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da Folha de S.PauloA Infraero, que administra Congonhas, embora tenha planejado em 2005 realizar estudos para implantar barreiras acústicas para minimizar a propagação do ruído gerado pelo aeroporto, descartou levar a idéia à frente. As barreiras acústicas estão entre as medidas sugeridas pelos pesquisadores da UFRJ para reduzir o impacto sonoro.
No entanto, após iniciar os estudos, a Infraero concluiu que a medida não pode ser adotada em Congonhas. A estatal federal disse que, devido à proximidade com áreas urbanas altamente habitadas, as barreiras foram consideradas inviáveis. A Infraero afirmou que tal medida poderia criar riscos para a segurança aeronáutica, sem explicar a razão dessa avaliação.
Por causa desse impedimento, a empresa está montando um estudo para levantar propostas alternativas. Em Brasília e Guarulhos, há medidas em estágio mais avançado do que no aeroporto de maior movimento do país. Já foi concluída, por exemplo, a licitação para o sistema fixo de monitoramento de ruídos para os dois locais. Os equipamentos estão sendo instalados e, em 2007, as informações estarão disponíveis pela internet, ao custo de R$ 3 milhões, segundo a Infraero.
A Infraero avalia, também, mudar o local onde são feitos os testes de motores, atividade que gera forte ruído. Enquanto as soluções não vêm, há pouco o que fazer, pelo menos na Justiça, para forçar a empresa a apressar a adoção de medidas.
"Por ser estratégico para o país, incluindo para a segurança nacional, Congonhas acaba tendo muita força. Entrar na Justiça seria demorado e provavelmente inútil", afirma o advogado Fabricio Soler, especialista em direito ambiental.
Nabil Bonduki, urbanista e ex-vereador pelo PT, acredita em medidas mais radicais. "A Infraero deveria, por exemplo, indenizar um estabelecimento prejudicado pelo barulho."
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