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30/04/2003 - 22h00

Considerada foragida, polícia de Goiás procura por Vilma

ADRIANA CHAVES
da Agência Folha

A empresária Vilma Martins Costa, 47, acusada de sequestrar o garoto Pedrinho de uma maternidade de Brasília há 17 anos, está sendo considerada foragida pela Polícia Civil de Goiás. Os policiais não conseguiram cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Estadual no dia 28.

O juiz Adegmar José Ferreiro, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, acatou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal, que concluiu que Vilma foi responsável por levar Pedro Rosalino Braule Pinto da maternidade Santa Lúcia, em 21 de janeiro de 1986.

Registrado em Goiânia como Osvaldo Borges Martins Jr., o garoto foi criado como filho natural de Vilma e seu marido, Osvaldo Martins Borges, que morreu no final do ano passado. A empresária afirmou que o casal conseguiu a criança com uma gari brasiliense, mas escondeu o fato para evitar a burocracia de uma adoção.

O pedido de prisão preventiva se baseou nos artigos 148 e 242 do Código Penal, que tratam, respectivamente, dos crimes de sequestro e registro de filho alheio como próprio.

Entre as razões enumeradas pelo juiz Ferreiro para expedir o mandado, estão "a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal, a garantia futura de aplicação de pena e da ordem econômica", por haver "indício de autoria" nos autos do inquérito.

Inquérito

Ainda hoje, o delegado-titular da Deic (Delegacia Estadual de Investigações Criminais), Antônio Gonçalves, concluiu inquérito e encaminhou denúncia contra Vilma em outro caso de sequestro de bebê envolvendo a empresária.

Vilma foi apontada pela polícia como autora do sequestro de Roberta Jamilly Martins Borges, 23. Um exame de DNA feito pela polícia em fevereiro, sem o consentimento da jovem, comprovou que ela era Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva, 63, que teve a filha sequestrada de uma maternidade em 1979.

"O inquérito remetido ao Fórum constatou a culpabilidade da Vilma. As investigações mostraram que ela e outras duas pessoas retiraram Roberta da maternidade em Itaguari (GO)", disse Gonçalves.

De acordo com o delegado, Vilma teria sido auxiliada pelo médico Rubens Dantas, morto logo após o episódio, e uma mulher ainda não identificada, que teria se disfarçado de enfermeira e ajudado na encenação do parto da empresária naquela unidade hospitalar.

O advogado de Vilma, Max Lânio Leão, disse ter ficado surpreso com a determinação judicial e negou que a empresária esteja foragida. De acordo com ele, Vilma está descansando em um sítio próximo à cidade de Barra do Barças (MT) e não tomou conhecimento do pedido de prisão.

"Vou tentar entrar em contato com ela para tentarmos revogar essa determinação, que é, no mínimo, precipitada. Ela [Vilma] é ré primária, tem residência fixa e não atrapalhou, em nenhum momento, o trabalho da Justiça. Ainda que existam indícios de culpabilidade, ela tem o direito de responder ao processo em liberdade", disse Leão.


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