06/12/2005
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09h58
da Agência Folha, em Porto Alegre
A empresa de calçados Azaléia anunciou ontem o fechamento da sua fábrica em São Sebastião do Caí (59 km de Porto Alegre), instalada há 20 anos na cidade, de 21,5 mil habitantes.
De acordo com nota divulgada ontem pela empresa, há um ano e meio a fábrica registra prejuízos com a crise no setor calçadista --gerada pela concorrência "desleal" com a China, a alta carga de impostos e a cotação do dólar.
"O Brasil está exportando empregos para a China. Foram 18 meses com prejuízos. O país está enfrentando quatro grandes problemas: a China, a pirataria, o custo-Brasil e os impostos", disse o diretor-presidente da empresa, o ex-governador do Rio Grande do Sul Antonio Britto (1995-98).
Ele disse que procurou assegurar aos demitidos o cumprimento legal das obrigações trabalhistas e o apoio a programas de treinamento e recolocação no mercado de trabalho.
Os 800 funcionários da unidade ficaram sabendo do fechamento apenas ontem pela manhã.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé (cidade próxima a São Sebastião), João Pires, afirmou que não se surpreendeu com a notícia do fechamento da fábrica e da demissão em massa. De acordo com o sindicalista, já na sexta-feira 90 funcionários da unidade haviam sido demitidos.
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Azaléia fecha fábrica no Rio Grande do Sul e demite 800
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LÉO GERCHMANNda Agência Folha, em Porto Alegre
A empresa de calçados Azaléia anunciou ontem o fechamento da sua fábrica em São Sebastião do Caí (59 km de Porto Alegre), instalada há 20 anos na cidade, de 21,5 mil habitantes.
De acordo com nota divulgada ontem pela empresa, há um ano e meio a fábrica registra prejuízos com a crise no setor calçadista --gerada pela concorrência "desleal" com a China, a alta carga de impostos e a cotação do dólar.
"O Brasil está exportando empregos para a China. Foram 18 meses com prejuízos. O país está enfrentando quatro grandes problemas: a China, a pirataria, o custo-Brasil e os impostos", disse o diretor-presidente da empresa, o ex-governador do Rio Grande do Sul Antonio Britto (1995-98).
Ele disse que procurou assegurar aos demitidos o cumprimento legal das obrigações trabalhistas e o apoio a programas de treinamento e recolocação no mercado de trabalho.
Os 800 funcionários da unidade ficaram sabendo do fechamento apenas ontem pela manhã.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé (cidade próxima a São Sebastião), João Pires, afirmou que não se surpreendeu com a notícia do fechamento da fábrica e da demissão em massa. De acordo com o sindicalista, já na sexta-feira 90 funcionários da unidade haviam sido demitidos.
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