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24/10/2006 - 08h02

Vale compra Inco e vira segunda maior mineradora do mundo

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da Folha Online

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou hoje a compra de 75,66% do capital da mineradora canadense Inco. A Vale, que era a quarta maior mineradora do mundo, torna-se a partir de agora a segunda maior, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton.

O negócio é considerado a maior aquisição já realizada por uma empresa brasileira. A Vale comprou 174.623.019 de ações ordinárias da Inco ao preço de 86 dólares canadenses por papel. O pagamento total pelas ações, de cerca de US$ 13,2 bilhões, deverá ser realizado na quinta-feira (26).

Em comunicado, a Vale informou que prorrogou até o dia 3 de novembro o prazo para que os acionistas que não venderam suas ações tenham oportunidade de analisar a oferta e eventualmente aceitá-la. Com isso, o valor do negócio pode aumentar para cerca de US$ 17,5 bilhões se houver 100% de aceitação.

A proposta de aquisição de todas as ações ordinárias da mineradora havia sido apresentada pela Vale no dia 11 de agosto e só seria concretizada se alcançasse a adesão dos detentores de ao menos dois terços das ações ordinárias (com direito a voto).

A Inco chegou a receber ofertas da americana Phelps Dodge e da canadense Teck Cominco, mas as ofertas foram retiradas por serem inferiores à da brasileira.

Em comunicado, a Vale informou ainda que pretende retirar as ações da Inco da Bolsa de Valores de Nova York e da Bolsa de Valores de Toronto "logo que possível, após atender todas os requisitos necessários".

A Inco é a segunda maior produtora de níquel do mundo, atrás apenas da russa Norilsk, e a primeira em reservas, com 7,8 milhões de toneladas de níquel contido em minas no Canadá, na Nova Caledônia (Oceania) e na Indonésia.

A Vale ainda não produz níquel, apesar de ter projetos em andamento, como os de Vermelho (PA), Onça Puma (PA) e São João do Piauí (PI), que passarão a ser administrados do Canadá.

A empresa se comprometeu a estabelecer a base de seu negócio global de níquel (CVRD Inco) em Toronto, Ontário, com responsabilidade pelos negócios de níquel da Vale e mandato para expandi-los de forma a tornar-se o líder global da indústria.

De acordo com este compromisso, a CVRD transferirá a gestão dos seus projetos existentes e futuros de níquel para a CVRD Inco.

Não haverá demissões nas operações canadenses por pelo menos três anos, e o número total de empregos nessas operações, que hoje é de cerca de 10 mil, não deverá cair abaixo de 85% dos níveis atuais (8.500 postos de trabalho).

No dia 1º deste mês, o Canadian Competition Bureau, órgão canadense responsável por questões concorrenciais, e o FTC (Federal Trade Commission, o equivalente ao Cade --Conselho Administrativo de Defesa Econômica-- nos EUA) aprovaram a oferta. Nesta semana, o governo canadense também deu seu aval.

Financiamento

A Vale afirma que possui uma linha compromissada de financiamento de dois anos com quatro grandes bancos: Credit Suisse, UBS, ABN AMRO e Santander. Esses bancos, por sua vez, formaram um pool de instituições financeiras que colocaram até US$ 34 bilhões para que a Vale fechasse o negócio.

A mineradora brasileira espera substituir essa linha com um pacote de financiamento de longo prazo num período de até 18 meses após a conclusão da transação proposta.

A empresa afirmou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também poderá financiar parte da operação, mas descartou vender outros ativos para obter os recursos.

O principal impacto negativo do negócio para a Vale será o crescimento de sua dívida, que era avaliada em US$ 5,9 bilhões em 30 de junho deste ano e poderá até quadruplicar com o negócio.

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