24/10/2006
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08h26
da Folha Online, no Rio de Janeiro
A aquisição bilionária da Inco pela Companhia Vale do Rio Doce foi bem avaliada pela maior parte dos analistas de investimentos ouvidos pela Folha Online apesar das preocupações geradas com a renovação do financiamento.
Com a compra da segunda maior produtora de níquel do mundo, grande parte deles vê a menor exposição ao minério de ferro como um dos maiores benefícios.
Com a aquisição, a Vale reduz suas receitas com ferrosos de 74% para 56% do total. Além disso, a empresa diversifica ao reduzir o percentual de ativos no Brasil que é de 98% e que passará a ser de 60%.
O analista de investimentos da corretora Ativa, Guilherme Marins, recomenda ação da Vale para compra e ressalta ainda as boas cotações internacionais do níquel.
"Além de ganhar com a menor participação de minério de ferro, é bom lembrar que o níquel está no maior patamar de preço dos últimos 20 anos. A tendência é que permaneça em patamar elevado pela grande demanda pela commodity", afirmou.
A mineradora canadense obteve o maior lucro trimestral de sua história entre julho e setembro deste ano.
A empresa teve um lucro líquido ajustado de US$ 653 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 311% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 159 milhões).
No terceiro trimestre, o níquel teve a cotação média recorde de US$ 29,178 por tonelada na Bolsa de Metais de Londres, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
Marins disse ainda que a Vale ganha em tecnologia e know-how ao passar os projetos de Onça Puma (PA) e Vermelho (localizado na parte sudeste de Carajás) e São João do Piauí (Piauí) para o controle da Inco.
Para conseguir todas as autorizações, a Vale se comprometeu em estabelecer a base de seu negócio global de níquel em Toronto (Ontário), com a transferência da gestão dos seus projetos existentes e futuros de níquel para a CVRD Inco. "A Vale ganha eficiência operacional", acrescenta.
Analistas concordam que a dívida contraída com a aquisição da Inco, não é ideal. Segundo a agência de classificação de risco Fitch, a dívida da empresa, que era de US$ 5,9 bilhões ao final de junho, pode até quadruplicar. Mesmo assim, o mercado acredita que a mineradora tem capacidade de geração de caixa e que vem estudando o alongamento do financiamento.
"Eles estão sinalizando toda hora que vão alongar a dívida. Então, ela pode até descer um degrau, mas não deve perder o grau de investimento [das agências de risco]", afirma um analista que não quis se identificar.
A mineradora brasileira já disse que espera substituir esta linha com um pacote de financiamento de longo prazo num período de até 18 meses após a conclusão da transação proposta.
De acordo com outro analista que não quis se identificar, a expectativa que as agências de classificação de risco diminua o rating (nota de crédito) da Vale já foi digerida.
"O mercado já assimilou que vai ter redução do rating, mas ela deve permanecer 'investment grade'", disse.
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CLARICE SPITZda Folha Online, no Rio de Janeiro
A aquisição bilionária da Inco pela Companhia Vale do Rio Doce foi bem avaliada pela maior parte dos analistas de investimentos ouvidos pela Folha Online apesar das preocupações geradas com a renovação do financiamento.
Com a compra da segunda maior produtora de níquel do mundo, grande parte deles vê a menor exposição ao minério de ferro como um dos maiores benefícios.
Com a aquisição, a Vale reduz suas receitas com ferrosos de 74% para 56% do total. Além disso, a empresa diversifica ao reduzir o percentual de ativos no Brasil que é de 98% e que passará a ser de 60%.
O analista de investimentos da corretora Ativa, Guilherme Marins, recomenda ação da Vale para compra e ressalta ainda as boas cotações internacionais do níquel.
"Além de ganhar com a menor participação de minério de ferro, é bom lembrar que o níquel está no maior patamar de preço dos últimos 20 anos. A tendência é que permaneça em patamar elevado pela grande demanda pela commodity", afirmou.
A mineradora canadense obteve o maior lucro trimestral de sua história entre julho e setembro deste ano.
A empresa teve um lucro líquido ajustado de US$ 653 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 311% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 159 milhões).
No terceiro trimestre, o níquel teve a cotação média recorde de US$ 29,178 por tonelada na Bolsa de Metais de Londres, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
Marins disse ainda que a Vale ganha em tecnologia e know-how ao passar os projetos de Onça Puma (PA) e Vermelho (localizado na parte sudeste de Carajás) e São João do Piauí (Piauí) para o controle da Inco.
Para conseguir todas as autorizações, a Vale se comprometeu em estabelecer a base de seu negócio global de níquel em Toronto (Ontário), com a transferência da gestão dos seus projetos existentes e futuros de níquel para a CVRD Inco. "A Vale ganha eficiência operacional", acrescenta.
Analistas concordam que a dívida contraída com a aquisição da Inco, não é ideal. Segundo a agência de classificação de risco Fitch, a dívida da empresa, que era de US$ 5,9 bilhões ao final de junho, pode até quadruplicar. Mesmo assim, o mercado acredita que a mineradora tem capacidade de geração de caixa e que vem estudando o alongamento do financiamento.
"Eles estão sinalizando toda hora que vão alongar a dívida. Então, ela pode até descer um degrau, mas não deve perder o grau de investimento [das agências de risco]", afirma um analista que não quis se identificar.
A mineradora brasileira já disse que espera substituir esta linha com um pacote de financiamento de longo prazo num período de até 18 meses após a conclusão da transação proposta.
De acordo com outro analista que não quis se identificar, a expectativa que as agências de classificação de risco diminua o rating (nota de crédito) da Vale já foi digerida.
"O mercado já assimilou que vai ter redução do rating, mas ela deve permanecer 'investment grade'", disse.
Especial
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