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Dinheiro
20/06/2009 - 09h14

Governo discute como prorrogar IPI menor

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KENNEDY ALENCAR
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Decidido a prorrogar mais uma vez a isenção do IPI para a compra de veículos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva arbitra uma disputa da equipe econômica contra empresários e sindicalistas pelo formato final da medida.

Como a Folha antecipou, Lula prorrogará o benefício, que tem previsão de acabar no fim do mês. O ministro Guido Mantega (Fazenda) quer uma redução progressiva da isenção. Sindicalistas e empresários pedem que a isenção atual seja mantida por ao menos três meses. Na última vez em que Lula arbitrou essa disputa, os sindicalistas e empresários levaram a melhor, e a redução foi prorrogada de abril até junho.

Na visão da Fazenda, uma redução progressiva da isenção do IPI induziria um consumo maior de novos automóveis em julho. Mantega deseja que, mês a mês, haja redução no percentual de isenção. Para a Fazenda, isso estimularia compras em julho, já que o veículo estará mais barato do que em agosto. Em agosto, seria mais barato do que setembro. Até voltar a cobrança total do IPI a partir de janeiro de 2010.

A Fazenda argumenta que essa proposta sinalizaria que a economia voltou a dar sinais de normalidade e que o país começaria a se afastar da crise. Mais: haveria recuperação da arrecadação de impostos, que caiu mais do que o esperado.

Mantega argumenta que os bancos ampliaram prazos de financiamento e reduziram juros, o que contribui para maior venda de carros novos.

Lula, porém, ouve críticas à proposta. Empresários e sindicalistas argumentam que a medida deu certo e que muitos consumidores ainda não compraram carros novos porque estariam economizando e aguardando o final do ano, quando há mais promoções.

Na opinião de empresários e sindicalistas, a isenção total deveria valer até o final do ano. Eles argumentam que, se a equipe econômica quer avaliar o ritmo da economia, poderia fazê-lo no terceiro trimestre deste ano e, então, optar pela redução progressiva.

Nas conversas reservadas, Lula tem dito que deseja um PIB positivo em 2009. Os sindicalistas e empresários alegam que a manutenção da isenção total reforça a chance de uma número positivo.

Para Lula, é uma questão de honra evitar "PIB zero" ou PIB negativo. Ele deseja ter discurso contra a oposição para chegar a 2010 com argumentos que lhe permitam defender o seu governo e a eventual candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao cargo.

Quando decidiu no início de março que renovaria a prorrogação do IPI, Lula disse a auxiliares que a medida tinha sido uma das de maior sucesso no combate aos efeitos da crise.

A cadeia de produção de veículos emprega muita mão de obra intensiva e é longa. Ou seja, afeta outros setores e gera muitos empregos. Nesse contexto, Lula avalia que a proteção ajuda a dar uma sinalização geral para a economia e evita grande onda de demissões.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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