Correa ameaça expulsar petrolíferas que processarem o Equador
da Efe, em Quito
O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou neste sábado que estuda uma reforma legal que permita a expulsão das petrolíferas estrangeiras que processarem o país em organismos internacionais.
"Se [essas companhias] nos processarem, que nos processem... mas saiam do país; eu não vou aceitar que estas oligarquias venham processar o país e continuem usufruindo das riquezas" nacionais, afirmou Correa em seu habitual relatório dos sábados.
O presidente afirmou que esta semana se reuniu com o ministro de Minas e Petróleos, Germánico Pinto, para avaliar os desafios destas duas indústrias, os contratos que o Estado tem com companhias nacionais e estrangeiras e os processos que algumas apresentaram em organismos internacionais.
Ele se referiu às ações apresentadas por petrolíferas estrangeiras contra o Equador perante o Ciadi (Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos, na sigla em inglês) e questionou: "Como há empresas que nos processam e seguem trabalhando aqui?".
"Se nos processam, muito bem, mas deixem o país", reiterou. "Estamos estudando as considerações legais" para aplicar essas medidas, afirmou o governante, que disse que não tolerará tanto "desrespeito ao país".
As petrolíferas foram empresas "que encheram os bolsos de dinheiro" com contratos que, no passado, asseguravam um preço do barril de petróleo de US$ 15, em média, mas que só deixavam US$ 3 no Equador, afirmou o presidente equatoriano.
Correa criticou o fato de, no passado, não ter sido revisada essa distribuição sobre os ganhos extraordinários recebidos pelas petrolíferas quando o preço do petróleo subia no mercado internacional.
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