Empobrecida, classe média visita menos parques de diversão
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SÉRGIO RIPARDOda Folha Online
Uma crise no Playcenter, maior parque de diversões de São Paulo, pode se tornar preocupante para outros empresários do setor.
"É o empobrecimento da classe média o motivo das dificuldades do setor", diz o diretor do Parque Unipraias, de Camboriú (SC), Cimélio Marcos Pereira, que faz parte da Adibra (Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil).
Ele afirma, no entanto, que não tem conhecimento da razão pela qual o parque paulista está em crise.
Já a gerente do Parque da Mônica, Raquel Felicio, afirmou que, nos últimos anos, os custos do setor subiram bastante, e essa pressão não foi repassada, integralmente, para os preços dos ingressos.
"Os investidores estrangeiros, como os mexicanos, buscam entrar em setores que possuem histórico de rentabilidade. Quando a economia voltar a crescer com segurança, eles podem começar a investir em parques", disse a gerente do Parque da Mônica.
O superintendente do parque Beto Carrero World, em Penha (SC), Elias Azevedo, afirmou que os mexicanos do grupo Mágico deixaram o presidente do Playcenter "na mão", mas acredita que Marcelo Gutglas é um nome forte no setor -- ele é o atual presidente do sindicato dos parques-- e vai encontrar uma saída para a crise.
Colaborou Ricardo Feltrin, Editor da Folha Online
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