14/10/2004
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14h02
da Folha Online
O reajuste nos combustíveis anunciado hoje pela Petrobras levou a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP, a elevar a previsão de inflação de outubro do município de São Paulo de 0,40% para 0,44%.
A Petrobras anunciou aumento de 2,4% para a gasolina nas refinarias e de 4,8% para o diesel. Segundo a empresa, o reajuste nas bombas deve ficar em torno de 1,6% para a gasolina e de 3,8% para o diesel.
Considerando a estimativa da empresa de alta nas bombas, o coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, avalia que o impacto direto e indireto na inflação de São Paulo será de 0,08 ponto percentual, dividido entre outubro e novembro.
Além disso, ele espera também um efeito indireto da alta dos combustíveis ainda em dezembro, de 0,01 ponto percentual. É que o aumento da gasolina e do diesel acabam refletindo nos preços de serviços e produtos.
Picchetti já cogita a possibilidade de o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe superar 6% no ano, podendo chegar a 6,5% caso a Petrobras anuncie mais um reajuste após o segundo turno das eleições, o que, segundo ele, não está descartado.
Para o economista, o aumento dos combustíveis que vale a partir de amanhã ainda não corrige a defasagem de preços dos produtos por conta da alta do petróleo no mercado internacional. Picchetti esperava reajuste bem maior, próximo de 10%.
Picchetti considera, porém, que o reajuste anunciado hoje não compromete a inflação deste ano, porque a taxa de setembro ficou em 0,21%, abaixo do 0,35% projetado.
Para outubro, são esperados ainda impactos de reajustes de água/esgoto, dissídios de funcionários de condomínios, telefonia fixa, além de um pequeno resíduo do aumento na conta de luz.
Em razão dos aumentos nos custos de matérias-primas, Picchetti espera também uma maior pressão da indústria por aumento de preços.
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IVONE PORTESda Folha Online
O reajuste nos combustíveis anunciado hoje pela Petrobras levou a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP, a elevar a previsão de inflação de outubro do município de São Paulo de 0,40% para 0,44%.
A Petrobras anunciou aumento de 2,4% para a gasolina nas refinarias e de 4,8% para o diesel. Segundo a empresa, o reajuste nas bombas deve ficar em torno de 1,6% para a gasolina e de 3,8% para o diesel.
Considerando a estimativa da empresa de alta nas bombas, o coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, avalia que o impacto direto e indireto na inflação de São Paulo será de 0,08 ponto percentual, dividido entre outubro e novembro.
Além disso, ele espera também um efeito indireto da alta dos combustíveis ainda em dezembro, de 0,01 ponto percentual. É que o aumento da gasolina e do diesel acabam refletindo nos preços de serviços e produtos.
Picchetti já cogita a possibilidade de o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe superar 6% no ano, podendo chegar a 6,5% caso a Petrobras anuncie mais um reajuste após o segundo turno das eleições, o que, segundo ele, não está descartado.
Para o economista, o aumento dos combustíveis que vale a partir de amanhã ainda não corrige a defasagem de preços dos produtos por conta da alta do petróleo no mercado internacional. Picchetti esperava reajuste bem maior, próximo de 10%.
Picchetti considera, porém, que o reajuste anunciado hoje não compromete a inflação deste ano, porque a taxa de setembro ficou em 0,21%, abaixo do 0,35% projetado.
Para outubro, são esperados ainda impactos de reajustes de água/esgoto, dissídios de funcionários de condomínios, telefonia fixa, além de um pequeno resíduo do aumento na conta de luz.
Em razão dos aumentos nos custos de matérias-primas, Picchetti espera também uma maior pressão da indústria por aumento de preços.
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