20/10/2004
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19h07
da Folha Online
O vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira, disse que foi inoportuna a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de elevar a taxa de juros básica da economia para 16,75% ao ano.
Oliveira disse que os consumidores que dependem de crédito podem esperar daqui para frente por taxas de juros maiores.
Segundo ele, o governo também sai prejudicado pela elevação da Selic, já que parte da dívida pública tem o pagamento dos juros atrelados à taxa de juros básica. "Na medida que esta taxa é elevada aumenta o custo da rolagem da dívida, além de que um menor crescimento econômico significa menor arrecadação de impostos."
Oliveira disse que a elevação da Selic deve piorar a competitividade das empresas brasileiras no exterior; aumentar os custos de produção; diminuir os investimentos produtivos; piorar os índices de inadimplência; e reduzir o crescimento econômico, a geração de emprego, a massa salarial e a arrecadação de impostos.
Efeito
Segundo Oliveira, a elevação de 0,5 ponto percentual provocará um efeito pequeno nas operações de crédito. Esse pequeno impacto pode ser explicado pelo "deslocamento grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor que na média da pessoa física atingem 142% ao ano, provocando uma variação de mais de 770% entre as duas pontas".
Segundo Oliveira, os bancos podem até evitar o repasse desse aumento para as taxas de suas linhas de crédito, já que existe uma diferença muito grande entre o custo de captação e o juro final.
Oliveira afirmou que o maior impacto da elevação da Selic será maior para os bancos, com a elevação da rentabilidade dos títulos públicos.
Outro efeito previsto pela Anefac será o "psicológico", que piora as expectativas do consumidor em relação ao futuro da economia.
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Para Anefac, elevação da Selic foi inoportuna
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
O vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira, disse que foi inoportuna a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de elevar a taxa de juros básica da economia para 16,75% ao ano.
Oliveira disse que os consumidores que dependem de crédito podem esperar daqui para frente por taxas de juros maiores.
Segundo ele, o governo também sai prejudicado pela elevação da Selic, já que parte da dívida pública tem o pagamento dos juros atrelados à taxa de juros básica. "Na medida que esta taxa é elevada aumenta o custo da rolagem da dívida, além de que um menor crescimento econômico significa menor arrecadação de impostos."
Oliveira disse que a elevação da Selic deve piorar a competitividade das empresas brasileiras no exterior; aumentar os custos de produção; diminuir os investimentos produtivos; piorar os índices de inadimplência; e reduzir o crescimento econômico, a geração de emprego, a massa salarial e a arrecadação de impostos.
Efeito
Segundo Oliveira, a elevação de 0,5 ponto percentual provocará um efeito pequeno nas operações de crédito. Esse pequeno impacto pode ser explicado pelo "deslocamento grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor que na média da pessoa física atingem 142% ao ano, provocando uma variação de mais de 770% entre as duas pontas".
Segundo Oliveira, os bancos podem até evitar o repasse desse aumento para as taxas de suas linhas de crédito, já que existe uma diferença muito grande entre o custo de captação e o juro final.
Oliveira afirmou que o maior impacto da elevação da Selic será maior para os bancos, com a elevação da rentabilidade dos títulos públicos.
Outro efeito previsto pela Anefac será o "psicológico", que piora as expectativas do consumidor em relação ao futuro da economia.
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