01/11/2005
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10h35
SIMONE HARNIK
da Folha de S.Paulo
As matérias de humanas são responsáveis pelas maiores médias de acerto na primeira fase da Fuvest. Os examinadores estão cada vez mais preocupados em simplificar o enunciado e concentrar os testes no conteúdo exigido. Mesmo assim, muitos candidatos desperdiçam pontos com problemas de interpretação e até de conhecimento de vocabulário.
O coordenador de história do Etapa, Rogério Forastieri da Silva, chama a atenção para a importância de criar o hábito de ler. Mesmo na reta final, tomar contato com vocabulários diferentes e novas fontes de informação ajuda a melhorar o desempenho.
"Em vestibulares passados, houve uma questão que dizia que "a escravidão solapou o regime monárquico no Brasil". A maior parte dos candidatos errou por não saber que solapar significa abalar, destruir."
A vice-diretora da Fuvest, Maria Theresa Fraga Rocco, entretanto, afirma que a meta dos examinadores é tornar os enunciados sempre mais inteligíveis. "O aluno que leu e não entendeu é um aluno que não está preparado. A linguagem procura ser precisa e pertinente à disciplina", diz.
História foi a disciplina campeã de acertos da primeira fase do último vestibular da Fuvest. Os candidatos assinalaram corretamente, em média, 54,16% dos testes.
O que pode cair
De acordo com o coordenador de história do Objetivo, Francisco Alves da Silva, o candidato deve rever principalmente o conteúdo de história contemporânea, um dos temas mais pedidos pela Fuvest. "Desde as revoluções [Francesa e Industrial] até o fim da Guerra Fria. Sem se esquecer dos problemas atuais, como a intervenção no Iraque", diz.
Ele também aponta que escravidão, trabalho e movimentos sociais da República Velha costumam ser explorados. Pré-história da América, com os incas, maias e astecas também é um bom foco para revisão.
Para Forastieri, a história da emancipação na América e no Brasil é outro tema explorado. "O aluno tem de ter capacidade de relacionar episódios, conhecimentos", afirma. "A história é feita ou por continuidades ou rupturas. As últimas são o prato preferido dos examinadores."
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RENATA BAPTISTASIMONE HARNIK
da Folha de S.Paulo
As matérias de humanas são responsáveis pelas maiores médias de acerto na primeira fase da Fuvest. Os examinadores estão cada vez mais preocupados em simplificar o enunciado e concentrar os testes no conteúdo exigido. Mesmo assim, muitos candidatos desperdiçam pontos com problemas de interpretação e até de conhecimento de vocabulário.
O coordenador de história do Etapa, Rogério Forastieri da Silva, chama a atenção para a importância de criar o hábito de ler. Mesmo na reta final, tomar contato com vocabulários diferentes e novas fontes de informação ajuda a melhorar o desempenho.
"Em vestibulares passados, houve uma questão que dizia que "a escravidão solapou o regime monárquico no Brasil". A maior parte dos candidatos errou por não saber que solapar significa abalar, destruir."
A vice-diretora da Fuvest, Maria Theresa Fraga Rocco, entretanto, afirma que a meta dos examinadores é tornar os enunciados sempre mais inteligíveis. "O aluno que leu e não entendeu é um aluno que não está preparado. A linguagem procura ser precisa e pertinente à disciplina", diz.
História foi a disciplina campeã de acertos da primeira fase do último vestibular da Fuvest. Os candidatos assinalaram corretamente, em média, 54,16% dos testes.
O que pode cair
De acordo com o coordenador de história do Objetivo, Francisco Alves da Silva, o candidato deve rever principalmente o conteúdo de história contemporânea, um dos temas mais pedidos pela Fuvest. "Desde as revoluções [Francesa e Industrial] até o fim da Guerra Fria. Sem se esquecer dos problemas atuais, como a intervenção no Iraque", diz.
Ele também aponta que escravidão, trabalho e movimentos sociais da República Velha costumam ser explorados. Pré-história da América, com os incas, maias e astecas também é um bom foco para revisão.
Para Forastieri, a história da emancipação na América e no Brasil é outro tema explorado. "O aluno tem de ter capacidade de relacionar episódios, conhecimentos", afirma. "A história é feita ou por continuidades ou rupturas. As últimas são o prato preferido dos examinadores."
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